Como projetar e imprimir etiquetas e cartões de visitas com o gLabels
Por Mario Blättermann Publicado em 24/08/2012Este artigo foi visualizado 908 vezes.
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Como usar a verificação ortográfica na linha de comando
Por Bruce Byfield Publicado em 17/07/2012Este artigo foi visualizado 1227 vezes.
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Shells para todo mundo
Por Bruce Byfield Publicado em 12/07/2012Este artigo foi visualizado 1773 vezes.
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Gnome 3 em fallback mode, você sabe como utilizar?
Por Mario Blättermann Publicado em 04/07/2012Este artigo foi visualizado 1091 vezes.
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Estratégias para Big Data – você tem uma?
Por Antonio Carlos Navarro Publicado em 03/05/2012Este artigo foi visualizado 4680 vezes.
Inegavelmente estamos vivenciando um verdadeiro tsunami de dados. Provenientes das mais diferentes fontes, eles invadem nossas vidas e alteram a maneira como as empresas comunicam-se com o mercado. Só para citarmos algumas: sensores climáticos, SMS, emails, mídia sociais, fotos, videos digitais, registros em compras online, SACs virtuais, celulares, GPS, e muitas outras. Todos os dias, criamos mais de 2,5 quintilhões de bytes de dados, sendo que 90% destes dados foram gerados nos últimos dois anos. Isto é o que chamamos de Big Data.
Atualmente, as empresas necessitam aproveitar-se desta explosão de dados disponíveis, criando vantagens competitivas para seus negócios. As empresas acumularam na casa dos petabytes de informação durante os últimos anos, e vêem nisto uma grande oportunidade para obterem novas visões sobre seus clientes e o mercado onde atuam. Não por acaso, a pesquisa IBM CIO Study 2011, realizada com 3018 CIOs em 71 países, apontou que 83% dos CIOS entrevistados possuem planos visionários que incluem Business Inteligence and Analytics, buscando aumentar a competitividade de suas empresas.
Um varejista, por exemplo, pode descobrir mais facilmente como a demanda está aumentando para produtos específicos em locais e momentos específicos, e desta forma, podem atender adequadamente este mercado, graças a uma previsão mais precisa e melhor gerenciamento de estoques. Prestadores de serviços da Internet e shoppings virtuais, podem descobrir padrões ocultos na forma sobre como as pessoas usam seus serviços e também as redes sociais, e a partir daí desenvolver novos recursos que auxiliarão as empresas a chegarem mais próximos da necessidade e desejo das pessoas. Outro exemplo é o Instituto de Tecnologia da Universidade de Ontario, que realiza uma vasta análise de dados para obter novos conhecimentos e gerar melhor atendimento ao paciente médico.
Mas como as empresas podem otimizar a utilidade de todos os dados que recebe, transformando-os em informações que poderão lhe trazer alguma vantagem competitiva?
Esta é uma pergunta difícil de responder, em particular no caso das empresas confrontadas por um tsunami de dados. De acordo com recentes pesquisas, de fato, o crescimento de dados da empresa nos próximos cinco anos é estimado em mais de 650%. Pior ainda, cerca de 80% destes dados serão sob forma não estruturada* tornando-os significativamente mais difíceis de serem avaliados e utilizados. Além do grande volume, existem outros desafios para esta análise, como a variedade (dados são disponibilizados sob vários tipos e formatos, como videos, emails, blogs etc.) e velocidade (dados em tempo real devem ser analisados com velocidade extraordinária para permitir-se criar um valor máximo sobre seu conteúdo).
Que tal se você obtivesse uma maneira de tranformar todos esses dados em informação útil, analisá-los sob infinitas maneiras e formas, descobrindo tendências, rastreando problemas emergentes e estabelecendo com mais precisão o que seus funcionários, parceiros comerciais e clientes realmente precisam e querem? Aproveitar-se deste grande volume de dados de forma a impulsionar a inovação e obter um melhor resultado para os negócios – esta é exatamente a proposição de valor do conceito Big Data: o poder de orientar as organizações na tomada de decisões de vários tipos e permitir-lhes prosseguir com confiança.
Neste cenário surge o framework open source Apache Hadoop que permite o processamento de grandes volumes de dados através de um cluster de servidores. Sua arquitetura permite a escalonabilidade horizontal de um a centenas de servidores em cluster. Tem se tornado a ferramenta principal para análise de dados estruturados e não estruturados gerados na Internet. Suas características de solução open source, trazem a este cenário o Linux como um sistema operacional já maduro e pronto para soluções que visam capturar, gerenciar e analisar informações sob diversos aspectos e perspectivas. A IBM mostrou recentemente que seus laborátorios de pesquisas e desenvolvimento tem trabalhado arduamente neste desafio. O IBM Watson que disputou e venceu o programa de perguntas e respostas da TV americana Jeopardy!, mostrou ao mundo uma solução baseada em cluster de servidores RISC Midrange, com sistema operacional Suse, banco de dados DB2 e sua exclusiva tecnologia DeepQA fundada sob o Apache Hadoop e que permitiu ao computador lidar com linguagem natural humana e vencer os principais campeões do programa. Para o desasfio do programa, foram utilizadas mais de 100 técnicas diferentes para analisar-se a linguagem natural, identificar fontes, descobrir e gerar hipóteses sobre um imenso banco de dados, e pontuar as respostas, tornando possível ao Watson identificar a resposta mais precisa e com bom nível de confiança, e tudo em menos de três segundos.
Por sua capacidade de entendimento da linguagem natural e de processar 80 trilhões de operações (teraflops por segundo), o Watson rapidamente tornou-se um sucesso de mídia, mas sua utilização no mundo real apenas começou. A IBM anunciou em Abril de 2012 uma nova solução de servidores otimizados para profunda analise de dados: o novo PowerLinux Big Data Analytcs [1], composto por um cluster de servidores RISC de baixo custo, com até 32 threads simultênos por soquete, Linux RedHat ou Suse e soluções de software fundadas no Apache Hadoop como o InfoSphere BigIngights, direcionado a análise massiva de dados estáticos, e o InfoSphere Stream, com foco na análise de fluxo de dados. O aplicativo InfoSphere BigInsights traz todo o poder do Hadoop e do MapReduce para a análise massiva de dados armazenados. Permite que empresas de todos os portes possam gerenciar dados em larga escala transformando dados em conhecimento de forma simples e amigável.
O aplicativo InfoSphere Streams realiza complexas análises em tempo real, sobre os dados in-motion, ou seja, enquanto fluem dentro da organização. Ao extrair uma visão a partir de dados fluindo na organização, as empresas podem reagir a eventos enquanto ainda estão acontecendo e mudar rumos e resultados. Por exemplo, instituições financeiras podem inspecionar em tempo real o uso do cartão de crédito para detectar e prevenir transações fraudulentas. Ambos tiram proveito da capacidade dos processadores POWER7 para massivo processamento com até 32 threads simultâneos por core, e sua maior capacidade de cache L3 e largura de banda de memória e I/O, superiores à arquitetura x86 de última geração, e que tornam esta tecnologia RISC ideal para o processamento de dados em larga escala.
Se a analise de Big Data é fundamental para o sucesso das empresas, aí está uma solução que pode ajudar a fazer a diferença! [1] PowerLinux Bog Data Analytics: http://www-03.ibm.com/systems/power/software/linux/index.html
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O CIO do futuro: maestro, e não um mestre
Por Felipe Sentelhas Publicado em 02/05/2012Este artigo foi visualizado 4414 vezes.
O ritmo de mudanças na indústria de tecnologia da informação está mais rápido do que nunca e sua aceleração se mantêm constante. Estamos agora passando por uma das transformações mais significativas da tecnologia empresarial, movida principalmente pela computação em nuvem. Essa nova realidade está excluindo dos CIOs seu tradicional poder de tomada de decisão, uma vez que a nuvem retira da empresa grande parte do processamento e trabalhos de TI de uma empresa. CIOs que abraçam essas novas tecnologias devem almejar tornarem-se conselheiros e mudar todo o papel da tecnologia da informação em suas empresas.
Maestro, ao invés de um mestre
Orçamentos cada vez menores para a área de TI e serviços inovadores de nuvem tornaram possível o financiamento de projetos de cloud computing pelas próprias empresas. Contudo, sem o envolvimento inicial do setor de TI nesses investimentos, esses mesmos serviços não serão facilmente escalonáveis. CIOs devem se envolver o quanto antes nesses projetos para se tornarem os especialistas locais sobre o tema. Com isso o executivo será o orientador de diferentes unidades de negócios, e terá autoridade para influenciar o design de todos os serviços hospedados na nuvem, garantindo que eles interajam entre si e com os sistemas legados. CIOs devem possuir credibilidade para implementar controles distribuídos, orquestrar uma variedade de serviços e manter um panorama coeso do que está acontecendo com todo o negócio. Essa tendência já foi destacada em um artigo de Daryl Plummer, Chief of Cloud Research da Gartner.
Foco nos resultados dos negócios
O novo CIO deve reconhecer que o valor do negócio está em controlar os resultados sem se preocupar com quem os alcança. As medidas tradicionais de sucesso, como a redução de empregados para realizar um serviço ou de custos fixos, não são mais vistos pelos negócios como um grande acréscimo de valor. CIOs que desejam causar um grande impacto em suas empresas são aqueles que podem dirigir discussões sobre transformações de processos de negócios e orquestrar um sistemas de TI que pode acompanhar a velocidade de mudanças em seus negócios. Em uma organização tradicional de TI, todos os esforços de tecnologia da informação estão focados no planejamento de capacidade para lidar com os aplicativos e com pouco tempo para se pensar sobre os resultados do negócio. Ao usar uma solução de computação em nuvem para liberar suas equipes do eterno esforço de manter tudo funcionando, o CIO transformará o setor de TI da empresa, que deixará de ser um custo para a empresa, em especialistas de processos de negócios capazes de oferecer resultados e ganhos maiores para a empresa.
Sirva os clientes internos e externos
Verdadeiros resultados de negócios acontecem quando os CIOs preparam suas equipes para se comunicar e atender a todos os usuários, o que inclui os usuários internos das unidades de negócios das empresas e também os usuários finais. Fazer isso envolve agregar múltiplos aplicativos internos (de vendas, suporte, serviços etc.) e também externos (Twitter, LinkedIn, Facebook, Google+ etc.) e criar soluções que tragam a informação certa para o usuário no momento certo. A mudança está no pensamento, ir além da pessoa que usará a solução dentro da empresa e considerar o usuário final que está sendo atendido. O CIO do futuro divide sua atenção igualmente entre os clientes da empresa e os usuários internos, decidindo como interagir da melhor forma com esses dois perfis através da tecnologia.
Expandindo sua equipe com crowdsourcing
A nuvem mudou a forma como serviços de tecnologia da informações são entregues para as empresas. Agora qualquer empresa com um navegador e conexão na internet pode acessar poder de computação, armazenamento e os aplicativos que precisar. Contudo, quando se considera o desenvolvimento para empresas, mesmo o desenvolvimento para nuvens, as empresas ainda estão usando modelos tradicionais de recursos. A padronização e APIs públicas que as plataformas em nuvem fornecem tornam possível uma forma diferente de trabalho. Como estão todos trabalhando com as mesmas APIs nas mesmas plataformas, é possível que qualquer um crie um aplicativo e o envie para uma reserva global de desenvolvedores para atender à demandas de terceiros. Comunidades de desenvolvedores permitem que os CIOs reajam rapidamente às mudanças no negócio e testar novas ideias sem precisar construir uma equipe para cada necessidade em potencial.
Finalmente, o CIO do futuro tem sua mente voltada para usuários, clientes e resultados do negócio, ao invés de ficar preso no antigo modelo de manter todas as coisas funcionando. Um promotor de mudanças, ao invés de um mantenedor do status quo. Isso é o que departamentos de TI sempre aspiraram a ser, mas agora, tecnologia e comunidade estão unidas para permitir isso.
Baseado no artigo: http://blog.appirio.com/2012/04/cio-of-future-conductor-not-controller.html
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Poupe tempo em tarefas de rotina
Por Dmitri Popov Publicado em 15/02/2012Este artigo foi visualizado 4849 vezes.
Se você deseja aumentar a eficiência do seu trabalho diário, feito no computador, a sua prioridade número 1 deve ser automatizar as tarefas rotineiras. O utilitário AutoKey é perfeito para realizar este trabalho.
À primeira vista, este utilitário se parece mais com um expansor de textos. Mas ao conhecê-lo melhor, vai ser possível ver que ele tem muitos talentos. Com este aplicativo, é possível automatizar virtualmente qualquer tarefa em seu ambiente gráfico. Desde a expansão de abreviações a operações complexas de formatação de texto. Isto te parece interessante? Continue lendo, então.
Começando a usar o AutoKey
O software aqui é escrito em Python e seu código-fonte é distribuído em um pacote que pode ser facilmente construído nas distribuições baseadas no Debian.
Se você estiver usando o Ubuntu ou um de seus derivados, instalar o AutoKey é fácil através da sua PPA que contém os binários. Neste caso, é fácil instalar o programa de dentro de um terminal, com três comandos simples:
$ sudo add‐apt‐repository ppa:cdekter/ppa $ sudo apt‐get update $ sudo install autokey‐gtk
Se você estiver usando alguma variante do Ubuntu baseada no KDE, então o ideal é instalar o pacote autokey-qt, em vez do autokey-gtk.
Tal como qualquer nova instalação de um software, é bom fazer alguns ajustes antes de partir para o uso prático. Para tanto, execute o AutoKey e, no menu, selecione Edit / Preferences. Uma série de opções úteis está dentro da seção General. Muitas delas são autoexplicativas, de forma que você pode facilmente descobrir quais vai querer habilitar ou não.

Na seção Special Hotkeys, você pode mudar os atalhos-padrão de teclado, tais como o que habilita a monitoração, o que mostra a janela principal do AutoKey e o que mostra um menu com a lista de abreviações.
O AutoKey pode lidar com scripts Python (e vamos falar disto mais tarde) e, se você quiser usar módulos Python em seus scripts, pode especificar o diretório em que estes se encontram na seção Script Engine. Qualquer módulo Python que você puser neste diretório ficará disponível para importação em seus scripts.
Por fim, a seção Interface permite selecionar o método a partir do qual o AutoKey irá receber as entradas do teclado e mouse. Na maioria dos casos o método padrão, X Record, funciona muito bem. Mas, se os atalhos de teclado (hotkeys) e as abreviações não estiverem respondendo bem, você pode experimentar outros métodos.
Uma vez ajustado o AutoKey, de acordo com as suas necessidades, você pode começar a povoá-lo com frases e scripts. Vamos começar com uma abreviação que se expande para uma assinatura.
Para manter as coisas organizadas, o AutoKey permite agrupar as entradas em pastas. Portanto, é uma boa ideia criar uma pasta separada para as suas frases. Para isto, selecione File / Create / New Top-Level Folder e dê um nome pra pasta. Ao selecionar a pasta, você pode ajustar sua configuração no painel Folder Settings. Habilite a opção Show in tray menu, por exemplo, para ter acesso a este item a partir do ícone do AutoKey. Se você atribuir uma hotkey à pasta, estas opções ficarão mais facilmente disponíveis.
O próximo passo é adicionar uma frase. Clique com o botão direito do mouse sobre a pasta recém-criada, selecione o item New Phrase no menu de contexto e dê um nome à nova entrada. No painel à direita, digite toda a sua assinatura.

Agora, você deve especificar as configurações da frase. Habilite a opção Show in tray menu, se desejar acessar a frase a partir do ícone de menu na bandeja do sistema. Habilite a opção Always prompt before pasting this phrase, caso queira confirmar sempre antes de inserir a frase. É possível especificar a maneira como o AutoKey insere a frase, usando a lista de opções Paste using.
Agora você vai precisar especificar o método que vai disparar a frase. O mais comum é atribuir uma abreviação à frase. Assim, toda vez em que a abreviação for detectada, o AutoKey automaticamente a expande pra frase apropriada. Para fazer isto, pressione o botão Set, ao lado da coluna Abbreviation e forneça a string abreviada no campo Abbreviation (ass, por exemplo).
Na caixa de diálogo Set Abbreviation, você pode ativar outras opções bastante úteis. Por exemplo, caso você use um caractere de espaço como gatilho pra disparar a abreviação, você vai querer ativar a opção Omit trigger character, que vai remover automaticamente o espaço em branco. E, para disparar a abreviação sem usar nenhum caractere de gatilho especial, habilite a opção Trigger immediately.

Uma outra possibilidade é usar uma combinação de teclas, como gatilho, para disparar a sua abreviação. Para atribuir uma combinação a esta ação, pressione o botão Set na coluna Hotkey e especifique a combinação de teclas desejada.
Por padrão, a frase pode ser disparada em qualquer janela que estiver ativa no momento. Mas o Autokey também permite especificar um, assim chamado, filtro de janela que vai acionar o gatilho apenas se o nome da janela ativa corresponder ao padrão especificado. Por exemplo, se você quiser que o gatilho do AutoKey seja acionado apenas dentro do editor Gedit, especifique o filtro .*gedit. Tal como pode ser visto, os filtros de janelas se baseiam em expressões regulares.

Uma vez feitos todos os ajustes, pressione o botão Save, no canto inferior, e teste as frases criadas.
Usando scripts Python no AutoKey
Além da habilidade de inserir texto pré-definido e expandir abreviações, o AutoKey pode lidar com os scripts Python, que abrem um mundo novo às possibilidades de automação no desktop.
Ainda que você não seja um expert em programação Python, você pode facilmente criar scripts que são verdadeiros poupadores de tempo. Por exemplo, você pode criar um script de uma linha em Python que lança um dos seus aplicativos mais usados. Para isto, crie uma nova pasta no AutoKey para usar com seus scripts e selecione File / Create / New Script e digite a seguinte linha:
system.exec_command("digikam", False)
Atribua uma combinação de teclas ao script criado e, daqui pra frente, você poderá lançar o aplicativo digiKam, fazendo uso do atalho de teclado que você mesmo especificou.

De modo similar, você pode criar scripts para outros aplicativos. Indo mais longe, você pode criar um lançador de aplicativos. Para isto, crie um novo script e digite o código abaixo:
items = ["chromium‐browser", "gnome‐terminal", "digikam"] retCode, choice = dialog.list_menu(items) if retCode == 0: system.exec_command(choice, False)
A primeira linha do código especifica os itens selecionáveis e você pode adicionar quantos mais itens necessitar. A segunda linha ordena a exibição de uma lista de itens selecionáveis.
Quando o usuário seleciona um item da lista e pressiona OK, o item selecionado é, então, passado para o script, que executa o aplicativo selecionado.
Você pode fazer algumas outras coisas legais, fazendo uso dos scripts no AutoKey. Que tal um que permita pesquisar uma palavra usando o serviço Google Define? Você pode fazê-lo no AutoKey, com o seguinte código:
import webbrowser word = clipboard.get_selection() webbrowser.open("http://google.com/search?q=define:"+word)
O script usa a rotina clipboard.get_selection para obter a seleção da área de transferência, que é repassada como parte de uma URL à função webbrowser.open. Este mesmo script pode ser adaptado a outros serviços, com uma simples substituição da URL. Por exemplo, você pode usar a URL aqui para procurar palavras na WordNet:
webbrowser.open( "http://wordnetweb.princeton.edu/perl/webwn?s="+word)
O script em questão permite pesquisar palavras selecionadas, mas você o pode modificar para que ele peça a palavra a ser pesquisada, usando a rotina dialog.input_dialog:
import webbrowser retCode, word = dialog.input_dialog("Enter word", "Enter the word you want to look up") webbrowser.open("http://google.com/search?q=define:”+word)
E aqui vai outro script simples que cola o texto selecionado em um documento, já aberto, do LibreOffice:
text = clipboard.get_selection() #window.activate(“LibreOffice” ) #keyboard.send_keys(text+”<enter>” ) if window.wait_for_focus(“.*LibreOffice.*” ): keyboard.send_keys(“<ctrl>+n” ) keyboard.send_keys(text+”<enter>” )
Você precisa substituir certos caracteres em um determinado fragmento de texto?
Aqui vai um script que faz o serviço:
def specialchar(rstr): rstr=rstr.replace("\'", "’" ) rstr=rstr.replace("»", "»" ) rstr=rstr.replace("‐‐", "—" ) return rstr text = clipboard.get_selection() rtext = specialchar(text) keyboard.send_keys(rtext)

Este script substitui os caracteres especiais por seus códigos em HTML, mas você pode, facilmente, adaptá-lo para executar outras tarefas.
Finalmente, a listagem 1 mostra um script mais complexo, que eu tirei do Grupo de Usuários do AutoKey do Google. Tal como você já deve ter deduzido, se analisou o código, o script encurta certa URL usando o serviço de encurtamento is.dg.
O AutoKey também permite gravar macros, o que provê uma forma de criar scripts através da gravação das teclas pressionadas no teclado e das ações do mouse. Simplesmente crie uma nova entrada de script, clique no botão Record e o AutoKey irá gravar suas ações.

Uma vez povoado o AutoKey com scripts e frases, você vai querer fazer uma cópia de segurança de todas as entradas. O AutoKey guarda seus dados no arquivo ~/.config/autokey/autotokey.json. Ao fazer backup deste arquivo, os seus dados estarão a salvo.
Conclusão
O AutoKey é uma ferramenta necessária a qualquer um que queira automatizar as tarefas tediosas do dia a dia no uso do computador. Para obter o máximo deste utilitário, você precisa ter um maior conhecimento de Python. Mas, ainda que programação não seja o seu lado forte, o AutoKey é útil em uma série de situações. Dê-lhe uma chance e você, provavelmente, irá acabar por incorporá-lo ao seu arsenal de ferramentas de produtividade.
Listagem 1
1 import urllib, urllib2, urlparse, httplib 2 def query(url): 3 shortener = 'is.gd' 4 service = '/api.php?longurl=' 5 c = httplib.HTTPConnection(shortener) 6 c.request(“GET”, service + urllib.quote(url)) 7 r = c.getresponse() 8 shorturl = r.read().strip() 9 if ("Error" not in shorturl) and (“http://" + urlparse.urlparse(shortener) [1] in shorturl): 10 return shorturl 11 else: 12 raise IOError 13 long = clipboard.get_selection() 14 short = query(long) 15 keyboard.send_keys(short)
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Avaliação do Ubuntu 11.04 “Natty Narwhal”
Por Kemel Zaidan Publicado em 10/05/2011Este artigo foi visualizado 5457 vezes.
Por Kemel Zaidan
Pontualmente, como de costume, o Ubuntu chega com sua mais nova versão: o Ubuntu 11.04, codinome "Natty Narwhal". Ao contrário de outras distribuições, o Ubuntu consegue cumprir seu cronograma, anunciado com meses de antecedência, com pontualidade britânica, fazendo jús à origem da distribuição, que ao contrário do que muitos pensam, não é sul-africana.
Apesar disso, nenhuma dos lançamentos da distribuição até hoje, desde 2004 quando ela apareceu pela primeira vez, foi tão aguardado como este. O início da polêmica em torno do 11.04 começou durante o último UDS (Ubuntu Developers Summit), o encontro semestral dos desenvolvedores Ubuntu, que ocorreu em novembro de 2010 na Flórida. Nesta ocasião Mark Shuttleworth, fundador da Canonical, empresa que patrocina o desenvolvimento do sistema operacional, declarou que a distribuição iria utilizar o Unity como sua interface padrão para a versão desktop.
Na época, blogs e sites de notícia de todo o mundo do software livre começaram a ecoar a novidade e boatos mundo à fora. Alguns deles a fizeram como na velha brincadeira - analógica - do "telefone-sem-fio": acrecentando um ponto a cada conto. As maiores barbaridades que foram ouvidas diziam respeito a um suposto fork do Gnome por parte do Ubuntu, o que por sua vez denota total desconhecimento do conceito do que é, de fato, um fork. Outros (não sei dizer o que é pior) chegaram a declarar que o Ubuntu estaria abandonando o Gnome, como seu ambiente desktop padrão.
Contudo, parece que a maior parte dos que cometeram essas gafes haviam se esquecido de que o Unity já estava em plena utilização como interface padrão do Ubuntu 10.10 "Maverick Meerkat", só que na versão para netbooks, entitulada Ubuntu Netbook Remix (UNR). Foi a primeira aparição da tão comentada interface, que viera substituir a interface para netbooks lançada na versão 9.10 "Karmic Koala".
Mudança inevitável
Gostando-se ou não da mudança, é melhor ir se acostumando, pois nada será como antes no universo Linux, uma vez que um vento de mudança anda soprando a terra dos ambientes desktop e interfaces de usuário. Pode-se dizer que o olho do furacão (e também da discórdia) encontra-se no Gnome, ambiente desktop utilizado não só pelo Ubuntu, mas também por muitas das mais populares distribuições GNU/Linux mundo a fora. A interface de sua mais recente versão, já lançada no último dia 6 de abril, o Gnome-Shell, altera radicalmente a forma como interagimos com o desktop padrão.
O Unity, por sua vez, acompanha as mudanças propostas por este, mas ao invés disso, implementa-as ao seu próprio modo. Qualquer um que tenha utilizado o Gnome-shell perceberá a semelhança entre ambos: barras laterais no estilo dock, ícones grandes na "área de trabalho", possibilidade de iniciar e pesquisar aplicativos através do teclado, novas formas de interagir com o gerenciamento de áreas de trabalho. É possível inclusive dizer que há mais semelhanças do que diferenças entre os dois. Porém, se os dois são tão semelhantes, porque o Ubuntu não utiliza o Gnome-shell ao invés de perder tempo e trabalho criando sua própria interface? A resposta pode ser encontrada nos últimos acontecimentos entre Canonical e Red Hat, esta última a principal patrocinadora de muitos desenvolvedores do Gnome.
Recentemente, a Canonical foi criticada por funcionários da Red Hat por contribuir pouco com o Gnome. A Canonical, por sua vez, rebateu a crítica afirmando que muitas das inovações propostas por ela não eram aceitas dentro do projeto Gnome e que alguns funcionários da Red Hat estariam "boicotando" código enviado por ela. Com possibilidades reduzidas de exercer alguma influencia dentro de um projeto chave como o do Gnome-shell, a empresa teria decidido ela mesma criar sua própria implementação de um "shell para o Gnome", ao mesmo tempo que mostraria para a Gnome Foundation quem é que precisa de quem. Mas boa parte dessas explicações não passam de expeculações, motivadas por fatos, é verdade, mas ainda assim com uma boa dose de boato.
Fique tranquilo, pois caso você não goste do Unity, poderá continuar fazendo uso da insterface tradicional, bastando para isso escolher a opção durante a tela de login do sistema. Agora, o que é importante mesmo é ter consciência de que cedo ou tarde, o Gnome 3 e - com ele seu Gnome Shell - passarão a fazer parte de todas as distribuições que o utilizam como padrão. Apesar de ainda ser possível utilizar a interface clássica, do Gnome, é bem possível que um dia ela seja abandonada (o que não deve acontecer até que as pessoas acostumem-se definitivamente com as novas interfaces). Sendo assim, o Ubuntu apenas antecipou-se a todo esse movimento de mudanças, colhendo com isso os louros e as agruras de seu pioneirismo.
Instalação
Sem dúvida nenhuma o Ubuntu tem o melhor instalador da atualidade. O Ubiquity é simples, intuitivo, fácil de usar e principalmente rápido. Fica difícil encontrar instalador melhor. Após decidir as partições que serão utilizadas pelo sistema, ele já dá início ao processo de transferência dos arquivos do sistema para o disco em segundo plano. Enquanto o usuário termina o processo de instalação respondendo à perguntas como nome das contas, hora, local etc, seu sistema já está sendo instalado. Quando você termina de responder a elas, o processo todo já está quase no fim, dando ao usuário a sensação de que a instalação "passou voando".
Contudo, ainda sinto a falta de algumas funcionalidades, como a possibilidade de escolher um mirror (repositório que "espelha" o conteúdo de um repositório principal) local para baixar as atualizações, que podem ser aplicadas durante a instalação, caso o usuário opte por essa opção. Apesar de ser possível aplicar as atualizações logo depois que a instalação já tiver sido concluída, já passei pela situação de escolher essa opção e ver meu tempo de instalação ser acrescido de longos minutos por conta de lentidão no repositório principal.
Outro pequeno problema que ocorreu durante nossos testes foi a impossibilidade de redimensionar a janela do instalador ao tentar utilizá-lo em um Asus EEE PC 700, de primeira geração. Dessa forma, os botões não couberam dentro das diminutas dimensões da tela de 7 polegadas do EEE. É verdade que este modelo específico tem uma resolução de tela pouco ortodoxa, mas esse problema poderia ser facilmente resolvido se a tal janela pudesse ser redimensionada.
Aplicativos
Outro ponto que chama a atenção é que o sistema vem por padrão com o BrOffice instalado, caso você escolha o idioma português do Brasil durante a instalação, ao invés do OpenOffice.org. Apesar de não haver diferenças nas instalações padrão de ambos, é uma pena que essa novidade não tenha chegado antes, pois agora o BrOffice.org decidiu mudar seu nome para LibreOffice e acompanhar a mudança que foi feita no projeto original, motivada por uma migração maciça de desenvolvedores e usuários do OpenOffice, para seu fork (esse sim) comunitário, o LibreOffice. Seria uma oportunidade do público brasileiro conhecer melhor o projeto de internacionalização do programa para o idioma nacional. Apesar de entender os motivos, pessoalmente, acho que está foi uma decisão precipitada do projeto, uma vez que o nome BrOffice já estava bem estabelecido e trazia uma grande vantagem para os usuários brasileiros: uma migração transparente do OpenOffice para o LibreOffice. Mas isso já é outra história.
Outra mudança perceptível é a substituição do Rhythmbox pelo Banshee. Há algum tempo atrás, ambos tinham uma apresentação muito semelhante, talvez pelo fato dos dois pertencerem ao Gnome. Qual não foi minha surpresa ao me depara com um Banshee com muitas mudanças. A interface, apesar de bastante parecida com o Rhythmbox, está bem mais "clean" e próxima do príncípio KISS (keep it simple, stupid, ou mantenha simples, idiota) que norteia o desenvolvimento do Gnome. Há integração com o serviço LastFM.com que automaticamente sugere músicas e artistas semelhantes aqueles que estão sendo tocados pelo player. Um botão semelhante ao do LastFM te leva para verbete correspondente ao artista da vez na Wikipédia e para minha alegria o Banshee importou o feed de todos podcasts que eu já tinha no Rhytmbox.
Algo que parece ter pesado na escolha do Banshee foi o recém criado plugin para a loja de músicas em MP3 da Amazon (que infelizmente não está disponível no Brasil). Durante o estágio de desenvolvimento pensou-se inclusive em desabilitar o plugin por padrão, para diminuir a concorrência com o Ubuntu One, a loja de músicas do Ubuntu. Apesar disso, ambas estão lá, disponíveis para que o usuário faça as suas escolhas livremente. Nada como um pouco de competição! Não foi possível testar nenhuma das duas, mas a Ubuntu One leva alguma vantagem por vender arquivos sem DRM (digital rights management ou controle de direitos digitais, uma tecnologia que impede cópias e compartilhamento dos arquivos) ao contrário do que faz a Amazon. O sucesso do plugin da Amazon, pode vir a gerar uma boa renda para a Fundação Gnome, que receberá um pequeno repasse a cada compra efetuada através da ferramenta.
No 11.04, houve a extinção da versão Netbook Remix, que deixou de fazer sentido, uma vez que tanto a versão para netbooks quanto a versão desktop trariam a mesma interface. Sendo assim, o Cheese, que era padrão do UNR, deixou de ser instalado. Seria interessante que o instalador reconhecesse a presença de um dispositivo, como uma webcam, por exemplo, e ao menos se oferecesse para instalar um programa que fizesse uso dela. Outro pacote muito útil no caso de dispositivos móveis é o gpointing-devices, que nunca veio instalado por padrão nem na versão URN, mas que permite configurar dispositivos touchpad, presentes na maioria dos laptops e netbooks.
Uma situação parecida ocorre com a instalação do Flash plugin que poderia acontecer como a dos codecs: ao tentar acessar algum conteúdo em flash na web, o sistema alertaria sobre a necessário de instalar o plugin antes que o usuário leigo tentasse baixar a versão para Windows de algum site do tipo "baixaqui". Dessa forma ele estaria não só facilitando a vida dos usuários, como também ensinando a maneira como as coisas funcionam em sistemas livres.
Além disso o sistema vem com o OpenJDK - a versão livre da máquina virtual java - instalado. Ele dá conta da maioria das aplicações e melhorou muito nos últimos tempos. A dificuldade só irá surgir caso tente-se executar algum aplicativo incompatível com ele e que exija a instalação do Java da Oracle. Por estar acessível pelo repositório "partners" e por este vir desabilitado por padrão, fica difícil ao iniciante imaginar qual o procedimento padrão antes de buscar a resposta em algum fórum ou canal IRC.

Unity
Muitas pessoas (inclusive este que vos escreve) estavam céticos em relação ao Unity. Quem utilizou a versão presente no Maverick Meerkat sabe que o programa apresentava muita instabilidade. No entanto, depois de seis meses de desenvolvimento e muitas mudanças mais tarde, é preciso dar o braço a torcer e dizer que os desenvolvedores fizeram modificações impressionantes para o espaço de tempo que tiveram.
Para começar, é preciso dizer que o Unity foi reescrito do zero ("from scratch", como costuma-se dizer em inglês). Além disso a biblioteca padrão mudou do Mutter para o Compiz. Apesar disso é possível dizer que o Unity e o Gnome-shell são bastante parecidos e compartilham do mesmo conceito: uma mesma interface utilizável tanto em ambientes desktops quanto nas reduzidas telas dos dispositivos móveis, com ícones grandes e uma barra lateral ao estilo dock.
Barra lateral
Logo de cara, a barra lateral à esquerda da tela é o item que mais chama a atenção. Ela traz atalhos para as aplicações mais utilizada ao mesmo tempo que exibe os ícones de todos os aplicativos abertos. Atalhos para outros aplicativos podem ser incluídos de maneira simples ao arrastar um ícone do Dash para a barra, ou ao clicar com o botão direito do mouse sobre o ícone e escolher a opção Manter no lançador quando este já estiver rodando. Mais para o final da barra, estão os ícones, da Lixeira, Aplicativos e Locais. Quando os ícones não mais cabem no espaço vertical da tela, eles se dobram e retornam a sua posição natural com um "passar de mouse" sobre a barra.
Dash
O botão com o símbolo do Ubuntu, no canto superior esquerdo da tela, agora dá acesso ao Dash, o gerenciador de aplicativos do Unity. Com isso, a mudança dos botões de minimizar, maximizar e fechar para o lado esquerdo da tela, tão criticada na versão Lucid Lynx, passou a fazer muito mais sentido: é melhor ter os botões de controle da janela próximos ao botão que dá acesso aos aplicativos do que cruzar a tela em busca deles.

Ao clicar no símbolo do Ubuntu, uma janela exibe ícones que te levam para a seção de Aplicativos de mídia, Internet, Mais aplicativos e Pesquisa. Na fileira de baixo há atalhos para Firefox, Shotwell, Evolution e Banshee. Um campo de busca está sempre ativo para que você possa executar o programa a partir do teclado, como fazia antes através da combinação [Alt]+[F2] (Gnome-launcher) ou simplesmente para refinar a busca.
Neste quesito o Unity demonstra alguma funcionalidade extra em relação ao Gnome-shell, pois o Dash mostra sempre os aplicativos mais utilizados, e outras opções semelhantes que podem ser baixadas através da Central de Programas do Ubuntu. É muito útil que o sistema mostre logo de cara os programas que mais uso para determinada busca, pois isso economiza tempo na maior parte das vezes. Também é muito interessante que ele me sugira um determinado programa para uma tarefa para a qual eu talvez não tenha uma ferramenta instalada ou ainda outras ferramentas que me auxiliem na execução desta. No entanto, há momentos em que fica-se desejando que fosse possível desligar a tal opção.
Painel
Outra característica que chama a atenção é o fato do Gnome-panel ter sido substituido por um painel semelhante ao Finder do Mac OS, mas que diferente deste, exibe o menu apenas quando o mouse é levado até ele. Essa última característica às vezes é boa e às vezes é ruim. É boa porque o painel torna-se mais informativo e ruim porque em alguns momentos é fácil esquecer-se que o menu do programa encontra-se no topo da tela; em outras, até mesmo que existe algum menu. Mais uma vez, seria interessante se esse comportamente pudesse ser alterado, passando a exibir o menu do programa ativo o tempo todo e não apenas quando se leva o mouse até ele, de acordo com o gosto de quem usa.
O painel funciona bem, mas até que você se acostume a ir em sua direção para encontrar suas opções de menus, pode ser que isso leve algum tempo. No entanto, não há como negar que as aplicações ficam mais bonitas com o recurso. Além disso, o ganho extra de espaço, principalmente em netbooks e laptops é bastante bem vindo. Algumas aplicações como o BrOffice, não apresentam os menus no painel. De certo alguma dificuldade de integrá-los ao programa, justamente por estes utilizarem bibliotecas gráficas próprias e não aquelas que são padrão no Gnome. O que mais incomoda no painel é de longe não poder utilizar os applets do painel do Gnome com os quais você estava acostumado.
Gerenciamento de áreas de trabalho
Ao se clicar no ícone do Alternador de espaços de trabalho, o Unity revela suas 4 áreas de trabalho. O recurso mais interessante é poder arrastar as janelas de um espaço para o outro, organizando de forma rápida a disposição de seus aplicativos. Mas se você gostava de ter seu cubo rodando com o compiz, esqueça! Não é possível utilizar ambos os efeitos ativados ao mesmo tempo (pelo menos não até agora). E se além disso, você sempre achou que ter apenas quatro áreas de trabalho era algo que te atrapalhava o seu rendimento; ai sim podemos dizer que o Unity não é para você, pois ao contrário do Gnome-shell, que gerencia diversas áreas de trabalho de forma natural, no Unity há hoje a possibilidade de possuir apenas quatro. Nenhuma a mais ou a menos.

Mas nem tudo são flores. Apesar de ser capaz de rodar na maioria dos hardwares existentes hoje em dia, o Unity necessita de alguma aceleração 3D. Isso não significa que você irá precisar de uma placa de vídeo dedicada para essa tarefa, pois boa parte das placas on-board vendidas já há alguns anos no mercado oferecem a aceleração necessária. Contudo, para esses casos a Canonical desenvolveu uma versão 2D do Unity que utiliza bibliotecas em Qt (as mesmas utilizadas pelo KDE). Mas inexplicavelmente, a interface não é instalada por padrão em hardwares incompatíveis com o Unity 3D. Uma falha que esperamos ver corrigida nas próximas versões.
Outro pequeno erro encontrado é que o campo de pesquisa do Dash não aceita acentos, tornando mais complicado encontrar algum aplicativo, arquivo ou pasta que esteja acentuado. Apesar de alguns pequenos bugs, o sistema encontra-se plenamente utilizável. Bem diferente da situação que ocorreu em sua estréia. Considerando-se que está é uma versão intermediária do Ubuntu, há ainda um tempo considerável para que as eventuais arestas do Unity sejam aparadas pelos desenvolvedores até o próxima versão LTS (long term support) prevista para abril de 2012.
Conclusão
Quem teve seu primeiro contato com o software livre em meados dos anos 2000, lembra-se da surpresa que era deparar-se com um desktop GNU/Linux que estivesse executando o Compiz. Todos aqueles efeitos, cubos, chamas e animações deixavam qualquer um impressionado com o que viam. Mas além do deslumbramento, o Compiz trazia também ferramentas que proporcionavam um maior aumento de produtividade; ou alguém é capaz de discordar que ter a possibilidade de trabalhar com diversas áreas de trabalho abertas ao mesmo tempo é algo que torna nossa interação com a máquina muito mais produtiva?
Até mesmo Mac OS e Windows copiaram as inovações do Compiz, que trouxe o universo da aceleração gráfica 3D, utilizado quase que exclusivamente em jogos, para o ambiente desktop, tirando assim maior proveito do hardware disponível. O conceito foi, mais tarde, exaustivamente copiado e ampliado. Prova disso são os diversos programas que fazem uso de abas, como o Firefox, Google Chrome, Nautilus etc. Abas nada mais são do que diversas áreas de trabalho em um mesmo aplicativo.
E se a alguns anos atrás o ambiente Linux era diferente de qualquer outro sistema, por conta de seu vanguardismo, hoje é possível dizer que todos os sistemas operacionais existentes possuem uma aparência muito próxima. Por um lado, isso facilita a migração de usuários de um sistema para outro, mas ao mesmo tempo nivela a experiência do usuário por baixo.
Com as mudanças que estão a caminho, o software livre retoma a dianteira da inovação e tenta, por suas próprias pernas, redefinir os paradigmas da interação homem-máquina em sistemas operacionais modernos. Se esse pioneirismo será benéfico ou não à expansão de sua própria base de usuários, é difícil dizer com precisão, mas prefiro ver o software livre se reinventar, mesmo que isso cause um tropeço ou outro pelo caminho, do que vê-lo sempre correndo atrás das inovações que outros trazem primeiro. O Ubuntu, como expoente máximo das distribuições GNU/Linux atuais, não quer para si o posto de lanterninha, mas a tarefa de iluminar os novos caminhos.
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Linux 2.6.33
Por Pablo Hess Publicado em 04/03/2010Este artigo foi visualizado 4639 vezes.
Foi lançada no dia 24 de fevereiro a versão 2.6.33 do kernel Linux, com o apelido de “Man-Eating Seals of Antiquity”. Linus Torvalds anunciou na LKML a versão mais recente de seu kernel, apontando como novidades mais relevantes a integração do driver de vídeo Nouveau para chips gráficos Nvidia e também do driver para o dispositivo de blocos distribuído DRBD.
Números
O número crescente de linhas de código que compõem o kernel Linux quase alcançou, na versão 2.6.33, a marca dos 13 milhões, distribuídos em pouco mais de 31.500 arquivos.
Durante os 83 dias de desenvolvimento desta versão (isto é, desde o lançamento da versão 2.6.32 em 3 de dezembro do ano passado), 9.673 arquivos foram alterados por 10.871 commits na árvore git oficial.
Gráficos
A inclusão do driver Nouveau para chips Nvidia na árvore staging, com o recurso de kernel mode-setting, certamente facilitará a vida de muitos usuários. No entanto, o driver ainda não oferece aceleração 3D --- embora já ofereça mais recursos do que seu "concorrente" nv. Vale lembrar que o código do Nouveau ainda é considerado imaturo, motivo pelo qual ele se encontra na árvore staging.
Os drivers para chips Radeon R600 e Intel também tiveram pequenos avanços.
Armazenamento
O DRBD (Distributed Replicated Block Device, ou dispositivo de blocos replicado e distribuído), há tempos um recurso externo ao kernel (apesar de sua grande utilidade), finalmente foi incluído. Equivalente a um "RAID1 via rede", como descrevem seus desenvolvedores, o DRBD é uma ferramenta excepcional em ambientes de alta disponibilidade, e certamente vai contribuir para o avanço do Linux nesse terreno.
No campo dos discos locais, o maior avanço é o suporte ao comando ATA TRIM no subsistema Libata. Com esse comando, o kernel se torna capaz de informar aos dispositivos quais áreas do armazenamento estão livres – o que pode aumentar significativamente a vida útil dos dispositivos SSD, entre outras vantagens. Contudo, o novo recurso ainda não foi extensivamente testado e permanece desativado por padrão.
Entre os escalonadores de I/O, uma despedida: o antigo anticipatory foi descartado, pois oferecia apenas uma fração das funções do escalonador CFQ, padrão tanto para desktops quanto para servidores.
O subsistema MD também sofreu mudanças, com vantagens e desvantagens: ao ganhar suporte a barreiras de escrita (ou write barriers, como são mais conhecidas), dispositivos RAID via software agora são mais confiáveis e resistentes a falhas, ao custo de um desempenho sensivelmente pior.
O sistema de arquivos "legado" ReiserFS já está em estágio de manutenção há muitas versões do kernel, mas isso não o impediu de progredir na remoção da Big Kernel Lock (ou BKL, como é mais conhecida), potencialmente aumentando seu desempenho.
Memória comprimida
Há poucos meses, um desenvolvedor propôs um mecanismo interessante para compactar os dados armazenados na memória RAM. Com o uso de um ramdisk compactado como dispositivo de swap, o sistema poderia alcançar desempenho significativamente maior, ao mesmo tempo em que conseguiria manter na memória (e longe do swap em disco) mais dados.
O código do ramzswap (antigo compcache) ainda está em desenvolvimento, mas já foi incluído na árvore staging, e é altamente indicado para uso em netbooks e sistemas que equipam dispositivos embarcados.
Virtualização
Um recurso inovador introduzido na versão 2.6.32 do Linux foi o KSM (Kernel Samepage Merging), que desduplica páginas de memória. Na nova versão do kernel, essas páginas desduplicadas ganham a possibilidade de ser armazenadas em swap.
No momento, o KSM funciona somente em conjunto com o hypervisor KVM, que recebeu também algumas melhorias de desempenho, incluindo um melhor uso das funções de virtualização das CPUs modernas.
Na arena do VMware, o fabricante desenvolveu drivers para a GPU e o chip de rede Ethernet dessa solução de virtualização. Com isso, todo sistema Linux instalado dentro de uma máquina virtual VMware será capaz de oferecer o maior desempenho possível nas áreas gráfica e de rede.
Rede
A Intel dominou as novidades na área de drivers de rede no Linux 2.6.33. O driver iwlwifi ganhou suporte a diversos novos hardwares das séries 1000, 5000 e 6000, incluindo o recurso de WiMAX da série 6x50. Além disso, um novo driver sob o longo nome de iwmc3200top chega para oferecer suporte a um chip Intel multiuso (GPS, Bluetooth, Wi-fi e WiMAX). Mas nem tudo são flores: após alguns problemas com os recursos de economia de energia no driver iwl3945, estes foram temporariamente desativados.
O driver rt2800pci, desenvolvido pelo projeto rt2x00, também chegou para cobrir a área antes suprida pelo driver do fabricante (Ralink), que não vem cumprindo as exigências dos desenvolvedores do kernel.
Em uma camada mais alta, a extensão TCPCT (TCP Cookie Transactions) recém-incluída no Linux visa a proteger o TCP contra ataques de negação de serviço, como SYN floods. A velocidade da inclusão é consequência de sua necessidade no protocolo DNSSEC, pois, para ser usado, o TCPCT requer suporte tanto no cliente quanto no servidor.
Faxina na árvore staging
Após várias consultas sem resposta aos desenvolvedores do sistema Android, do Google, o pessoal do kernel Linux resolveu retirar da árvore staging os diversos drivers desse sistema.
Bola de cristal
O que podemos esperar para o Linux 2.6.34? Naturalmente, o avanço dos drivers gráficos com KMS dos principais fabricantes – Intel, AMD e Nvidia.
O sistema de arquivos Btrfs, cujo desenvolvimento pela Oracle deve continuar, mesmo após a aquisição da Sun (que traz junto o todo-poderoso ZFS), ainda não deve ser esperado, ao menos para uso em produção.
Para mais detalhes das novidades sobre o kernel Linux 2.6.33, confira algumas fontes de informação muito úteis:
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Particionamento ideal no Ubuntu
Por Pablo Hess Publicado em 03/03/2010Este artigo foi visualizado 26568 vezes.
Este artigo será publicado também na Easy Linux 18.
Toda vez que sai uma nova versão da sua distribuição GNU/Linux preferida, é aquele trabalho todo: você confere o último backup, atualiza os documentos que estiverem desatualizados, instala o novo sistema e copia os arquivos de volta para um local onde eles possam ser usados — como a pasta Documentos/. O único aspecto positivo desse procedimento é forçar o usuário a fazer backups regulares; o resto, como você sabe, é trabalhoso e chato.
Felizmente, existem algumas técnicas bem sólidas para evitar todo esse trabalho. A mais prática é fazer o próprio sistema resolver o problema sozinho: basta criar mais uma partição no disco e informar ao sistema que os arquivos dos usuários encontram-se nela. Para isso, basta dedicarmos um pouco de atenção à instalação do sistema — que vai passar a precisar de um único passo a mais.
Com isso, ao instalar uma nova versão do seu sistema, você nem mesmo precisará refazer todas as configurações (papel de parede da área de trabalho, tema, ícones na área de trabalho, programas na barra do Gnome ou KDE...). E além disso, todos os seus documentos continuarão exatamente no mesmo local onde sempre estiveram. Então, mãos à obra!
Partições
A técnica descrita neste artigo já era usada bem antes da primeira distribuição GNU/Linux. Ela consiste em criar no disco rígido, no momento da instalação do sistema, uma partição específica para os documentos pessoais dos usuários.
Cada partição é um “pedaço” do disco rígido. Os sistemas GNU/Linux necessitam de pelo menos duas partições:
- raiz, representada por uma barra,
/: nela são armazenados todos os arquivos, tanto do sistema quanto dos usuários;
- swap: também chamado de espaço de troca, é a memória virtual do sistema. Quando o sistema usa toda a memória RAM e ainda precisa de mais um pouco, ele pode mover dados da RAM para a partição swap, e assim manter vários programas abertos.
Um sistema Ubuntu típico, num disco rígido de 80 GB formatado automaticamente durante a instalação, pode ter seu disco rígido particionado da seguinte forma:

Na partição maior (a partição raiz), ficam juntos os arquivos do sistema, bibliotecas de código, arquivos de configuração e todos os demais arquivos.
Dentro da partição maior (chamada de raiz, ou /), existem várias pastas, como /etc, /home, /usr, /var e /boot. Cada uma delas tem um propósito; o da /home é justamente armazenar os documentos e configurações pessoais de todos os usuários. Nosso objetivo é criar uma partição separada no disco e informar ao sistema para usar essa partição exclusivamente para a pasta /home. Simples, não?

Temos agora três partições: raiz, /home e swap. O sistema fica na raiz, os documentos e configurações pessoais dos usuários ficam na /home e a memória virtual fica na swap.
Na prática
Vejamos agora um passo a passo para instalar o Ubuntu usando esse esquema de particionamento.
- Na sua próxima instalação do sistema, faça backup dos seus documentos como de costume.
- Comece a instalação do Ubuntu, seguindo os passos normais até chegar à etapa do particionamento do disco rígido.

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- Nesta etapa, selecione Especificar particionamento manual (avançado) e clique em Avançar.

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- A janela seguinte apresentará a formatação atual do disco rígido. Neste exemplo, temos uma partição
sda1 de quase 30 GB com Windows, uma outra sda2 de 54,8 GB com o Ubuntu atualmente instalado e, por último, uma sda3 como área de swap.

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- Apague cada uma das partições usadas pelo Ubuntu e lembre-se de manter todas as partições de outros sistemas (como o Windows, caso esse sistema também esteja instalado no mesmo disco). Para isso, clique na partição a ser apagada e depois no botão Excluir.

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- Com o disco rígido “limpo”, vamos começar a criar as partições. Clique no texto que diz espaço livre e depois no botão //Adicionar.../.

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- A primeira partição que vamos criar é a raiz (
/). Vamos usar 10 GB para essa partição, de forma a deixar os 45 GB restantes para as partições /home e swap. Então, na janela Criar partição, selecione os itens Primária, o tamanho de 10.000 MB (sem o ponto dos milhares), o início do espaço livre, o sistema de arquivos ext4 e, mais importante, o ponto de montagem / (não confundir com \). Ao final, clique no botão OK.

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- Em seguida, clique novamente no espaço livre e no botão Adicionar....

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- Na janela que se abre, vamos criar a partição de swap. Selecione Lógica para o tipo da nova partição e use 1000 para o tamanho da partição. Isso significa aproximadamente 1 GB de espaço de swap, que deve ser suficiente na maioria dos casos. Deixe marcado o início do espaço livre e, em Usar como:, selecione área de troca (swap). Depois, clique no botão OK.

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- A última partição a ser criada será a
/home, que vai ocupar os 44 GB restantes no nosso disco de exemplo. Clique mais uma vez em espaço livre e em Adicionar....

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- Nesta janela, deixe marcada a opção Lógica para o tipo da partição, e deixe também o tamanho já indicado (44893, no nosso exemplo). Não altere a Localização para a nova partição. Em Usar como: selecione o sistema ext4 e, em Ponto de montagem: abra a lista e selecione
/home, depois clique em OK.

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Ao final deste processo, a lista de partições do disco deve ser semelhante a:

(Clique na imagem para ampliá-la numa nova aba/janela)
Como mostra a barra no alto dessa janela, isso significa que temos, agora, uma partição do Windows, uma partição ext4 para a raiz do sistema Linux, uma partição de swap e, por último, uma partição ext4 que comporta a pasta /home.

Está feito.
Daqui para a frente...
Daqui para a frente, basta prosseguir com a instalação do seu sistema Ubuntu, clicando em Avançar e preenchendo as informações que forem pedidas, como de costume.
Agora, todos os seus arquivos pessoais vão residir na partição /home, enquanto os arquivos do sistema residirão na partição / (raiz).
Reinstalação futura
Quando for lançada a próxima versão da sua distribuição, a tarefa de reinstalação vai requerer passos semelhantes, assim como nas instalações posteriores. Então, guarde estas instruções num lugar seguro, pois você vai precisar delas novamente:
- Comece a reinstalação da forma tradicional e proceda até a etapa da formatação.

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- Selecione Especificar particionamento manual (avançado) e clique em Avançar. Essa etapa é o único aumento de complexidade necessário para o benefício do
/home separado.
- Na etapa seguinte, basta informar ao sistema a forma correta de usar as partições que já existem no disco rígido. Comece pela partição raiz. Note que você sabe qual é ela (a segunda de cima para baixo, no nosso exemplo). Porém, o instalador do sistema ainda não sabe disso.

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- Clique na partição que estamos usando como raiz (a de 10 GB, no nosso exemplo) e depois em Alterar....

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- Na janela que se abre, jamais altere o tamanho da partição. No item Usar como:, selecione ext4, marque o item Formatar a partição (afinal, vamos instalar uma nova versão do sistema) e selecione como Ponto de montagem a barra (
/). Por último, clique em OK.

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- Em seguida, selecione a partição que você usa como
/home (a última da lista, no nosso exemplo)e clique em Alterar....

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- Na janela que se abre, novamente não altere o tamanho, e deixe o item Formatar a partição desmarcado. Defina Usar como: com ext4 (caso contrário, os dados da sua partição
/home serão perdidos!) e selecione /home no item Ponto de montagem:. Ao final, clique em OK.

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Se você está se perguntando o que acontece com a partição swap, não se preocupe. O sistema sabe que swap é sempre swap, então se encarrega de usar aquele espaço da forma adequada.
Com essas configurações feitas, basta clicar em Avançar e continuar a instalação. O sistema vai encontrar em /home os mesmos arquivos que você havia deixado na última versão do sistema.

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Controle de usuários com GNU Accounting Utilities
Por Marlon Luis Petry Publicado em 29/01/2010Este artigo foi visualizado 4512 vezes.
Autor: Marlon Luis Petry
Para gerenciar servidores Linux com mais qualidade e segurança, é necessário saber tudo que acontece e como acontece. Para nos ajudar nessa tarefa, podemos usar as GNU Accounting Utilities, mais conhecidas por acct. Trata-se de um excelente pacote de ferramentas, que fornece desde logs dos comandos executados até estatísticas sobre as contas de usuário.
Então, vamos tornar as coisas mais interessantes fazendo esse bichinho funcionar.
Instalação no Gentoo
# emerge -av acct
Configuração no kernel
O kernel deve ser instruído por meio da opção BSD_PROCESS_ACCT, a criar uma system call (chamada do sistema), que o acct irá utilizar para registrar eventos relacionados aos usuários. A lista de eventos pode ser consultada no arquivo /usr/src/linux/include/linux/acct.h. Resumidamente, os eventos são: processo, usuário, tempo de processamento, taxa de utilização de memória e CPU.
Seu kernel oferece suporte?
Verifique se o kernel que você está usando oferece suporte aos recursos necessários:
#zcat /proc/config.gz |grep -e BSD_PROCESS_ACCT
CONFIG_BSD_PROCESS_ACCT=y
CONFIG_BSD_PROCESS_ACCT_V3=y
Outra forma de verificar o suporte por parte do kernel: ao executar o acct, você receberá a seguinte mensagem de erro, caso não haja suporte:
accton: Function not implemented
Início
#/etc/init.d/acct start
Para iniciar automaticamente no boot.
#rc-update add acct default
Saboreando os resultados
Depois de instalado e configurado, vamos descobrir o que realmente esse pacote nos oferece.
Comando ac: fornece estatísticas sobre tempo de conexão dos usuários no sistema, com base em login/logout definidos no log wtmp. A unidade de retorno é em horas. Para saber mais sobre o processo de login, acesse //O que acontece quando logamos no linux//.
Dentre os parâmetros do comando ac, existem dois que mais se destacam:
-d: total por dia
-p: total por usuário
Comando last: este comando mostra os logins e logouts no sistema. Usado sem parâmetros, ele varre o arquivo wtmp e mostra os resultados desde que o arquivo foi criado; porém, com os parâmetros fica mais interessante: por exemplo, para saber quando o usuário root fez login remotamente:
#last root -d
Isso mostrará todos os últimos logins do root, o IP de origem e o horário.
Comando lastcomm: mostra os últimos comandos executados, informando o dono do processo, o tempo de execução e a data. Esse comando é baseado nos logs gerados pelo acct; por padrão, o comando busca o arquivo /var/log/account/pacct.
Comando sa: cria um relatório condensado dos últimos comandos utilizados, contendo o número de vezes que o comando foi executado e quanto de recursos ele utilizou.
Conclusão
As GNU Accounting Utilities são uma excelente ferramenta que auxilia na administração de servidores Linux, tirando do limbo muita informação. Cruzando os dados de logins com os comandos executados, podemos saber quando os usuários utilizam o sistema, quais comandos executam e até mesmo em que momento o sistema fica mais sobrecarregado e qual o motivo da sobrecarga. Com todas essas informações, obtemos subsídios para tomadas de decisões mais céleres para o gerenciamento dos servidores.
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“Liberdade não é liberdade de escolha” – assim falou Richard Stallman
Por Pablo Hess Publicado em 18/06/2009Este artigo foi visualizado 4775 vezes.
Em sua atual passagem pelo Brasil, Richard Stallman concedeu à Linux Magazine uma agradável entrevista. Foi uma rara oportunidade de conversar cara a cara com o nem sempre palatável mestre maior do Software Livre, criador da GNU GPL e do conceito de Copyleft, autor do emacs e detentor de tantas outras qualificações, conhecido pelas respostas incisivas e correções a entrevistadores que escorregam na diferenciação dos termos “Free Software” e “Open Source” ou que se esquecem de prefixar o termo “GNU” ao se referirem ao sistema operacional GNU/Linux.
Stallman falou à Linux Magazine sobre SCO, Sun, Oracle, a liberdade de software e o conflito com aqueles que desejam subverter o significado de “Free Software” (Software Livre), usando em seu lugar o termo “Open Source” (Código Aberto) – além de críticas à Microsoft e ao software proprietário como um todo, é claro.
Linux Magazine» Tivemos no Brasil recentemente o programa “PC Para Todos”, que vendeu aproximadamente 3 milhões de computadores equipados com Software Livre, mas que também continham softwares não livres na forma de drivers binários no kernel Linux. Boa parte desses computadores receberam cópias não autorizadas de sistemas Windows. Você não acha justificável esse uso de softwares não livres, pois ajuda na transição de um mundo primordialmente proprietário para o objetivo completamente livre que você propõe?
Richard M. Stallman» Uma ideia seria vender computadores que não fossem compatíveis com o Windows.
LM» Mas isso restringiria a liberdade de escolha dos compradores.
RMS» Liberdade não é liberdade de escolha. Ter a opção de se acorrentar reduz sua liberdade. É simples: engana-se quem identifica liberdade como liberdade de escolha, porque a liberdade de se permitir acorrentar não aumenta a sua liberdade – provavelmente a diminui.
Este argumento está sobre uma superfície que não existe. Veja bem, se o hardware tivesse sido escolhido com cuidado, não haveria necessidade desses drivers proprietários. Eles poderiam ter dito: “Queremos um computador que funcione perfeitamente com Software Livre. Quem quer construí-lo para nós?”. Com essa quantidade (3 milhões), eles teriam uma ótima oportunidade de resolver esse problema, caso tivessem se esforçado. Poderiam até ter dito: “Queremos comprar esses computadores (3 milhões) de quem também for vendê-los para o público em geral”. Quem quer vendê-los?
LM» Agora que a SCO parou de espernear, quem você considera o maior inimigo da liberdade? Quem mais faz propaganda ativa contra o Software Livre e pró-software proprietário?
RMS» Eu nunca achei que a SCO representasse grande perigo. Com essa definição de inimigo, creio que seja a Microsoft. Mas isso não significa que o nosso maior problema seja a Microsoft. O maior problema são as patentes de software, e elas não estão ligadas a nenhuma empresa em particular. Existem muitas empresas que nos apóiam de várias formas, mas são favoráveis às patentes de software. A IBM, por exemplo, tem ações que nos ajudam e outras que nos prejudicam. Ela quer que as patentes continuem existindo e faz lobby a favor delas.
LM» Mas a IBM faz parte da “Open Invention Network”, cuida para que o Software Livre não seja atacado por detentores de patentes. Ela compra patentes para usá-las em defesa do Software Livre.
RMS» Sim, mas sua eficácia é limitada. As patentes não permitem defender-se dos “patent trolls”. Ninguém está invulnerável aos “patent trolls”, porque eles próprios não fazem nada.
LM» A única defesa contra ataques de patentes é o contra-ataque, então?
RMS» Sim. Quando uma empresa é atacada por violação de patentes, o máximo que ela pode fazer é provar que não infringe essas patentes.
LM» E se ela não conseguir provar que não infringiu as patentes...
RMS» Só lhe resta contra-atacar. Mas isso não funciona contra os trolls, porque eles são como fantasmas: não há um alvo a mirar.
No caso do processo contra a Tomtom, a OIN não conseguiu ajudar muito.
Os desenvolvedores de software precisam ter simplesmente a possibilidade de escrever código e compartilhá-lo – ou seja, o fim das patentes.
LM» O que você acha do sistema da Red Hat para comercialização de Software Livre? Ela distribui gratuitamente apenas o código-fonte de todos os pacotes que compõem sua distribuição GNU/Linux – é isso que possibilita a existência de distribuições como CentOS, por exemplo. Existe alguma outra grande empresa atualmente que unicamente com Software Livre e mantenha esse comportamento de acordo com a GPL?
RMS» Eu não acompanho esse assunto. Mas não existe qualquer obrigação ética em distribuir programas GPL em sua forma binária. Esse modelo parece bom. Mas não conheço nada sobre a distribuição GNU/Linux comercial da Red Hat, apenas sobre o Fedora, e sei que ele chega perto de ser completamente livre – exceto pelos blobs binários no kernel Linux que eles distribuem.
Não posso concordar com uma distribuição GNU/Linux com blobs binários.
LM» O Samba é um projeto 100% GPLv3 atualmente. Isso significa que a Novell não pode distribuir esse código por causa do acordo com a Microsoft?
RMS» Acho que é GPLv3 ou posterior. Essa distinção é importante.
Essa é uma pergunta complicada, e eu não sei a resposta. Ouvi falar que, do jeito como a GPLv3 foi criada, se a Novell distribuir o Samba, a Microsoft acabaria tendo que dar uma patente para todas as pessoas.
Para saber com certeza, é preciso conhecer detalhes complexos do acordo MS-Novell. Porém, se a Novell começasse a distribuir um software GPLv3 antes do acordo, a Microsoft seria obrigada a ceder uma patente de software. Mas eu não sei o que aconteceu no final das contas.
LM» Qual a relação da FSF com o Software Freedom Law Center?
RMS» A FSF não costuma precisar de um advogado para aplicar a GPL. Só recentemente precisamos disso pela primeira vez.
Acho que não precisamos conversar toda semana, mas apenas quando precisamos de um advogado. Mas sei que os pequenos detalhes da GPLv3 que a “fazem funcionar” são obra de Eben Moglen [responsável pelo SFLC]. Ele descobriu alguns aspectos do acordo MS-Novell e teve ideias de como voltá-lo contra as duas empresas. É por isso que a GPLv3 não diz simplesmente “a Novell não pode distribuir [o Samba]”.
O objetivo dessas artimanhas não era prejudicar a Microsoft, mas impedi-la de nos prejudicar caso a Novell distribuísse qualquer um desses softwares.
A entrevista será publicada na íntegra na Linux Magazine 57.
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Análise do novo Ubuntu 9.04
Por Rafael Peregrino da Silva Publicado em 27/04/2009Este artigo foi visualizado 6630 vezes.
Por Kristian Kißling e Rafael Peregrino da Silva
Pontualmente na data de lançamento programada — que acontece em um ciclo de seis meses — foi lançada a nova versão do Ubuntu, a 9.04, codinome Jaunty Jackalope. Devagar — mas sempre —, a distribuição patrocinada pela Canonical avança em usabilidade, desempenho e beleza. Este artigo traz uma análise do novo Ubuntu, apresentando as maiores novidades da versão 9.04.
 O novo animal da família Ubuntu — todas as versões recebem um codinome contendo um nome de animal, precedido por um adjetivo de mesma inicial: Warty Warthog, Hoary Hedgehog, Breezy Badger, Dapper Drake, Edgy Eft, Fausty Fawn, Gutsy Gibbon, Hardy Heron, Intrepid Ibex e a atual, Jaunty Jackalope — conta com uma série de inovações visíveis e muitas invisíveis. A primeira delas é o “polimento” que a interface gráfica recebeu, apesar de ter mantido a mesma linha de sempre. Esse cuidado com a interface segue a estratégia lançada pelo próprio Mark Shuttleworth em 2008, por ocasião da OSCON de elevar o design da interface gráfica ao patamar de uma obra de arte, ultrapassando o visual e a usabilidade do Mac OS X, da Apple. Sem dúvida, trata-se de uma meta ousada, ainda que muito válida e necessária, que começa a gerar os primeiros frutos, como se pode ver a partir da tela de inicialização do sistema (bootsplash) e da tela de login, que, na versão tradicional, leva a um desktop GNOME após o fornecimento do nome do usuário e da senha.
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Nos próximos dois anos a interface gráfica do Ubuntu deverá ser elevada ao patamar de “obra de arte”, conforme declarações de Mark Shuttleworth de julho de 2008. A tela de login do GDM indicada acima mostra os primeiros sinais dessa estratégia. |
Instalação

A instalação da nova versão não poderia ser mais simples: após baixar o CD do Ubuntu, inicializamos o computador por meio dele, como de costume. O ambiente de trabalho que aparece é totalmente funcional e permite que testemos o sistema sem tocar no disco rígido do computador. Para instalar, basta clicar no ícone “Instalar o sistema no computador” para, caso aceitemos todas as sugestões do instalador, em seis passos e em menos de meia hora, termos o “cornoelho garboso” (significado literal de Jaunty Jackalope, em uma tradução livre) “saltitando” na nossa frente, sem a necessidade do CD. É interessante notar que o instalador indicará sete passos para realizar a instalação, mas caso não modifiquemos nenhuma de suas sugestões e utilizemos o disco todo do computador, o sexto passo será pulado. As informações solicitadas pelo instalador são, basicamente, de idioma, localidade, layout de teclado, espaço em disco a ser utilizado, dados do usuário e nome escolhido para o computador (estas duas últimas informações em uma mesma tela).
Novidades visíveis
Em seu blog, Mark Shuttleworth chama a atenção em especial para a integração do novo sistema de notificações do ambiente de trabalho. Modificações de volume, a chegada de um email novo, a conexão à rede (ou a quebra desta), atualizações de software: tudo isso é notificado pelo sistema em uma área retangular no canto superior direito da tela (abaixo do símbolo do controle de volume), de modo muito mais ostensivo que em versões anteriores do sistema.
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A nova área de notificações no ambiente de trabalho do Ubuntu 9.04 é uma das novidades que mais chama a atenção na nova versão do sistema operacional. Todos os eventos relevantes para o usuário são notificados ali. |
Infelizmente, com a chegada da nova área de notificações, o ícone que indicava a presença de atualizações desapareceu. Agora o gerenciador de atualizações é acionado automaticamente se houver atualizações não instaladas no sistema por mais de uma semana. Atualizações de segurança são informadas na nova área de notificações a cada 24 horas — infelizmente apenas uma vez a cada atualização desse tipo. Para quem não estiver satisfeito com isso, o comando seguinte restabelece o comportamento tradicional:
gconftool -s --type bool /apps/update-notifier/auto_launch false
O controle de volume no painel superior, que se ativa com um clique do mouse, passou a ter orientação horizontal. Além disso, as fontes do sistema estão mais bem ajustadas às diversas configurações de monitor, o que produz uma experiência de uso mais agradável do desktop. Caso as fontes apareçam em tamanho exagerado ou ilegível, significa que o monitor está informando suas próprias dimensões erroneamente ao sistema. Informações sobre como corrigir esse tipo de problema — mais comum no KDE que no GNOME — podem ser encontradas no wiki do projeto Ubuntu. O novo fundo de tela do ambiente de trabalho, mais simples e discreto, ficou mais agradável e bonito que o da versão anterior, mas ainda falta um pouco para chegarmos no nível do Mac OS X, como o próprio Mark Shuttleworth declarou em seu blog — mas isso deve ocorrer até o final de 2010.
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Ambiente de trabalho padrão do Ubuntu 9.04. |
Alguns usuários reclamaram que certos recursos que funcionavam com a versão 8.10 do Ubuntu deixaram de funcionar com a atualização para a versão 9.04. Entre eles estariam, por exemplo, placas de redes sem fio modelo Broadcom 4318 e algumas placas de vídeo ATI (veja mais a seguir a respeito de possíveis problemas de vídeo). Em nossos testes, realizados num notebook cujo hardware era inteiramente da Intel, não houve qualquer tipo de problema.
Novidades invisíveis, mas sensíveis
Quem vê cara não vê coração, diz o ditado popular. No caso da nova versão do Ubuntu, é importante dizer que não foi só na “cara” que houve avanços: a maioria deles ocorreu “debaixo do capô”. No que tange a isso, vale dar uma olhada em primeiro lugar na versão do kernel usada no sistema, e que consiste não somente dos gerenciadores de dispositivos de hardware, mas do motor de todo o sistema, gerenciando memória e acesso a recursos e periféricos. É comum falarmos de Linux nos referindo realmente à distribuição GNU/Linux utilizada, quando na verdade o Linux é somente o núcleo (daí a definição de kernel) da distribuição, o sistema operacional propriamente dito, peça central de um todo muito maior, e que tem em Linus Torvalds um gerente de desenvolvimento cuidadoso, orquestrando o trabalho de centenas de contribuidores regulares.
Os desenvolvedores de distribuições GNU/Linux integram os aplicativos e o kernel, formando um pacote mais completo, que contém, como no caso do Ubuntu, que é derivado do Debian, mais de 25.000 programas prontos para instalar e usar, muitos dos quais disponíveis também para outras plataformas operacionais, como o Windows® e o Mac OS X. Assim, o sucesso do Ubuntu vem especialmente de uma integração inteligente do Debian, associada a uma pré-configuração muito bem feita e dotada de um repositório de aplicativos gigante, de um visual caprichado, de um instalador simples de usar, bem como de uma série de automatismos estratégicos e de algumas ferramentas de configuração de interface simples de entender e usar.
No caso do kernel, a equipe de desenvolvimento do Ubuntu foi conservadora e preferiu ficar com a versão 2.6.28, já que a adoção da versão 2.6.29 seria um tanto quanto ousada, dada a proximidade do seu lançamento com a data determinada para a liberação da versão que ora analisamos. No entanto, o kernel utilizado no Jaunty Jackalope não é o 2.6.28 originalmente disponibilizado por Linus Torvalds (o assim chamado Vanilla Kernel): há nele uma série de modificações, oriundas das necessidades de integração do Ubuntu. Mesmo assim, caso o usuário sinta falta de algum driver importante, indispensável para o funcionamento de alguma peça de hardware “exótica”, é possível instalar uma versão mais atual do kernel por meio de um repositório externo. Mas atenção: o uso de uma versão mais nova do kernel embute uma componente de risco considerável, de modo que não se deve descuidar de ferramentas de becape nesse caso (o que já é de boa conta, de qualquer modo).
O kernel 2.6.28 por si só já traz algumas novidades interessantes na bagagem, entre elas o suporte ao sistema de arquivos Ext4, que deve substituir o atual Ext3 a curto prazo. O Ext4 já aparece, inclusive, disponível como opção de sistema de arquivos durante o particionamento dos dispositivos de armazenamento durante a instalação do novo Ubuntu, entretanto não como padrão, como o projeto pretendia anteriormente. Isso porque, durante a fase de testes dessa versão do Ubuntu, houve uma série de discussões sobre a questão conceitual de qual é a hora certa para o sistema de arquivos armazenar efetivamente os dados em cache no disco rígido. Isso aconteceu, na prática, porque dependendo da configuração desse parâmetro poderia haver — como chegou efetivamente a ocorrer em alguns casos — perda de dados. Trata-se de uma questão envolvendo duas variáveis que raramente andam lado a lado: desempenho e segurança. Nesse ínterim, entretanto, os desenvolvedores do Ubuntu já integraram uma modificação no kernel da distribuição, que configura o Ext4 no modo seguro. No kernel original, essa modificação só estará disponível a partir da versão 2.6.30.
Entre as principais vantagens do Ext4 estão o desempenho, a quantidade de arquivos com os quais o sistema de arquivos pode lidar, além, claro, da retrocompatibilidade com o Ext3 e até com o Ext2. Ademais, um arquivo no Ext4 pode ocupar todo o espaço do sistema de arquivos, partições e volume podem crescer até 1 EB — o que corresponde a um milhão de TB!
Quem tiver instalado o Ubuntu 9.04 com o Ext3 como sistema de arquivos e quiser migrar para o Ext4, deve excepcionalmente reinstalar o gerenciador de inicialização (GRUB) usando o comando grub-install, para que ele reconheça o novo sistema de arquivos corretamente. Nunca é demais relembrar que versões do kernel anteriores à 2.6.28 serão incapazes de lidar com partições formatadas como Ext4.
Os drivers de áudio integrados ao novo kernel lidam com jack sensing, ou seja, reconhecem automaticamente quando microfones, fones de ouvido ou caixas de som são conectados ao sistema. Houve também melhorias sensíveis no modo como o Linux trabalha com DVB, webcams e diversos outros tipos de periféricos.
Algumas das modificações contidas no kernel 2.6.28, lançado no final de dezembro de 2008, passarão totalmente despercebidas pelo usuário do Ubuntu 9.04. Como exemplo, podemos citar um novo gerenciador de memória desenvolvido pela Intel, que deverá servir de base para uma arquitetura renovada para acesso aos recursos de vídeo do sistema. Um recurso para aceleração do procedimento de inicialização do sistema (fastboot patch), usada pelo desenvolvedor Arjan van de Ven para reduzir o tempo de boot de uma outra distribuição GNU/Linux para apenas cinco segundos, também está disponível no kernel do Ubuntu — em virtude de problemas de estabilidade e compatibilidade, por enquanto esse recurso vem desativado por padrão.
O “X” da questão
Como de costume, o sistema X Window do consórcio X.org permanece como fundamento para a produção da interface gráfica do Linux, o que não é diferente no caso do Ubuntu. O sistema permite que um cliente X acesse um servidor X, seja localmente ou pela rede, que então “desenha” as janelas e seus movimentos na tela, processa os movimentos do mouse e a digitação no teclado do cliente X e carrega os drivers corretos para manipulação da placa de vídeo. Algumas das configurações desse sistema são realizadas por meio do arquivo /etc/X11/xorg.conf.
O novo servidor X, na versão 1.6, utilizado pelo Ubuntu 9.04, resolve alguns problemas da versão anterior (a 1.5) e traz consigo a versão 1.3 do aplicativo XRandr, responsável pelo ajuste automático e dinâmico da resolução da tela. Além disso, a versão 1.6 do X.org faz uso de DRI (Direct Rendering Infrastructure), o que permite a aplicativos o acesso direto ao hardware de vídeo, o que acelera a representação de conteúdo em três dimensões. Graças à integração do recurso de Predictable Pointer Acceleration, a nova versão do Ubuntu é também capaz de representar o ponteiro do mouse com mais precisão.
Como já citamos acima, a nova versão do servidor X pode gerar alguns transtornos também. Caso o usuário deseje usar jogos que usem intensamente recursos 3D ou ativem os já populares efeitos visuais avançados no ambiente de trabalho (tais como janelas balançantes ou transparentes, entre outros), é necessário ativar a aceleração 3D, cujos recursos são normalmente fornecidos pelos drivers (geralmente proprietários e fechados) das respectivas placas de vídeo. Para a versão 1.6 do X.org, tanto a AMD/ATI quanto a NVIDIA, os dois maiores fabricantes de placas de vídeo, tiveram de realizar ajustes em seus drivers para Linux (fglrx e nvidia), o que ainda não está totalmente finalizado. Por um lado, no caso de placas de vídeo mais modernas, ainda há uma série de problemas de visualização, e placas mais antigas, que funcionavam bem até então com versões mais antigas do X.org, só estão funcionando corretamente com os drivers de vídeo de código aberto, que não dispõem de suporte — ou dispõem apenas de suporte limitado — aos recursos 3D das placas de vídeo. Usuários de placas de vídeo Intel, por outro lado, não devem encontrar grandes problemas: apesar de os recursos de hardware serem muito menos poderosos para essas placas, o fato de elas serem de código aberto e gozarem de suporte integral da Intel, faz com que eles funcionem perfeitamente no novo Ubuntu.
Usuários tradicionais do Ubuntu deverão notar especialmente a opção Don't zap. Se antigamente era possível abandonar o ambiente de trabalho usando o atalho de teclado [Ctrl]+[Alt]+[Backspace], para voltar à tela do gerenciador de login e, daí, ao GNOME, a nova versão do X.org acabou com essa possibilidade. Alguns usuários provavelmente não vão gostar dessa limitação. É claro que o kernel Linux pode assumir essa tarefa, por meio do atalho [Alt]+[PrtScr]+[K], que reinicia computadores travados quase que sem exceção — o problema é lembrar desse tipo de atalho.
Para reativar o atalho anterior, precisamos editar o arquivo de configuração /etc/X11/xorg.conf, incluindo no final dele as seguintes linhas:
Section "ServerFlags"
Option "DontZap" "False"
EndSection
Após reiniciar o sistema, o atalho [Ctrl]+[Alt]+[Backspace] deverá voltar a funcionar como de costume.
Inicialização e áudio
A redução sensível no tempo de inicialização do Ubuntu 9.04 não se deve a nenhum programa novo, introduzido com esse propósito no sistema. O que houve foi realmente trabalho duro de desenvolvimento: os programadores do Ubuntu analisaram quem eram os “atrasadores” e “atravancadores” do processo de inicialização do sistema, usando-se para isso do Bootchart, removendo as fontes de atraso tanto quanto possível. Em especial a fase de reconhecimento automático do hardware consome tradicionalmente bastante tempo, comportamento que foi acelerado com o uso de paralelização do udev.
Além disso, o RAM drive de inicialização do Ubuntu 9.04 é 4 MB menor que o da versão 8.10, e contém um número menor de módulos e um aplicativo realmente muito menor para exibição da tela de inicialização (bootsplash), o que contribui decisivamente para uma grande economia de tempo.
Em nossos testes, o tempo de inicialização (até a tela de login) de um sistema Ubuntu 9.04 padrão foi reduzido em mais de 30%, em comparação com uma versão 8.10, instalada no mesmo hardware (um notebook dotado de um processador Intel® Pentium® Dual-Core, modelo T2310, 1,46 GHz, 1 GB de RAM e disco rígido SATA Western Digital Scorpio, modelo WD1200BEVS-0 de 120 GB e 5400 RPM). A inicialização do ambiente de trabalho após o login e o desligamento da máquina foram muito mais rápidos na nova versão da distribuição.
A tabela a seguir lista os tempos de inicialização e desligamento do sistema:
Ubuntu 9.04 e 8.10: Comparativo de tempo de inicialização e desligamento no mesmo hardware |
Versão do Ubuntu |
Tempo consumido até a tela de login |
Tempo consumido até o desligamento |
Ubuntu 8.10 |
33 s |
10 s |
Ubuntu 9.04 |
23 s |
7 s |
O PulseAudio, novo servidor de som do Ubuntu Linux, permite que se confira um nível de volume diferente para cada um dos aplicativos em operação. No entanto, o sistema ainda não goza de uma boa reputação, no que tange à estabilidade. Ademais, é necessário instalar o pacote gnome-volume-control-pulse usando o APT ou o Synaptic. Após a reinicialização do sistema, vão haver dois ícones de controle de volume no painel padrão do GNOME, à direita, um deles com um controle horizontal e o outro (o recém-instalado) com um controle vertical. Para evitar confusão, é melhor remover o de controle horizontal (adeus melhoria de interface...). O pior é que a duplicação também ocorre no menu Sistema | Preferências, que ganha dois itens de mesmo nome (Som). Clicando-se com o botão direito do mouse sobre o ícone que restou, basta escolher o item “Preferência de som” no menu de contexto que aparecer, para abrir a janela de configuração do PulseAudio. Na aba “Aplicativos” é possível alterar isoladamente o volume dos aplicativos que estiverem em operação, conforme mostra a figura a seguir:
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Graças ao PulseAudio, é possível ajustar o volume de cada aplicativo separadamente. Entretanto, o software ainda não goza de uma boa reputação no que tange ao quesito estabilidade. |
Originalmente também estava planejado permitir aos usuários a criação de diretórios ou pastas criptografadas. Essa possibilidade já era, inclusive, contemplada em versões iniciais do Ubuntu 9.04, mas não em sua versão final, em razão de um sem-número de questões e problemas envolvendo esse recurso, que acabou por ser transferido para o plano de desenvolvimento da próxima versão da distribuição.
Aplicativos
Mesmo que as maiores novidades do sistema estejam onde o usuário não pode ver, as novas versões dos aplicativos da distribuição representam no fim das contas aquilo que é perceptível como “evolução” para todos. No caso do Ubuntu 9.04, muitos dos novos programas são diretamente ligados ao GNOME: a distribuição traz o ambiente de trabalho na versão 2.26, na qual existem algumas modificações em relação a versões anteriores. Entre elas está a adoção do Brasero como aplicativo oficial para gravar CDs e DVDs do Ubuntu — o aplicativo normatiza o nível de volume das trilhas de áudio de um CD antes de gravar, oferece suporte a gravação em modo multissessão e a verificação de integridade de dados. Até então, o projeto GNOME suportava oficialmente apenas uma extensão para o Nautilus para finalidades de gravação de CD/DVD, o que não se compara com a “concorrência” do K3b, do projeto KDE, atualmente considerado o principal aplicativo para gravação de CD/DVD do Linux.
Como aplicativos padrão do ambiente de trabalho do Ubuntu podemos contar o conjunto de programas para escritório OpenOffice.org, no Ubuntu 9.04 disponível na versão 3.0.1. O OpenOffice.org 3 foi lançado há um tempo razoável, muito tarde, entretanto, para ser admitido na versão 8.10 do Ubuntu. Essa versão é capaz de importar arquivos em formato PDF, que podem ser editados, ainda que de forma limitada. Os desenvolvedores do OpenOffice.org dão muita ênfase à possibilidade de aumentar os recursos da nova versão do software por meio de extensões, semelhantes aos add-ons do navegador Firefox, que podem ser baixados e “agregados” ao OpenOffice.org, enriquecendo o programa com novos recursos. Graças ao suporte melhorado ao formato OOXML — o formato XML criado pela Microsoft para os arquivos do Microsoft Office —, ficou simples importar esse tipo de documento no OpenOffice.org, que ainda “engripa” durante a importação de documentos muito complexos armazenados nesse formato.
A nova versão do Ubuntu lida melhor com monitores adicionais. Isso deve alegrar os usuários que precisam trabalhar com mais de um monitor, o que se tornou um padrão em parques de editoração gráfica — e onde o Mac OS X ainda reina, absoluto.
Uma novidade é o “Mantenedor do Sistema”, uma aplicativo que tem por função descartar arquivos e pacotes que não estejam mais sendo utilizados pelo sistema. Isso faz sentido, já que, via de regra, quando se instala um pacote com diversas dependências, se esse pacote for desinstalado posteriormente, as dependências permanecem instaladas no sistema desnecessariamente. O Mantenedor do Sistema registra esse “lixo” e o descarta. Aviso aos navegantes: durante o desenvolvimento do Jaunty Jackalope, foram vários os casos em que o Mantenedor do Sistema descartou aplicativos que o usuário havia instalado “à mão”, de modo que o uso do mantenedor deve ser feito com moderação.
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O “Mantenedor do Sistema” tem por função encontrar e descartar aplicativos e bibliotecas que não são mais necessários no sistema, mas ainda peca pelo excesso de vez em quando. |
O Ekiga 3.0 é o aplicativo de (vídeo)telefonia via Internet instalado por padrão no Jaunty, que não é compatível com o Skype, mas usa o protocolo SIP, padrão de-facto para telefonia IP. Assim, se o leitor usar por exemplo um provedor VoIP como o VONO, da GVT, que faz uso extensivo de tecnologia Asterisk, o Ekiga vai servir muito bem. O aplicativo também é muito bom caso se deseje falar com outros usuários de Linux. Sua interface foi refeita do zero e a qualidade de transmissão de vídeo, melhorada. Ao ser chamado, o programa procura automaticamente por portas abertas na rede que possam ser utilizadas para a comunicação IP. Caso isso não seja possível, ele sugere a configuração manual de port forwarding. Uma conta SIP pode ser facilmente criada durante a configuração inicial do software de telefonia IP.
Para uma comunicação via mensagem instantânea, o usuário pode usar o Pidgin. Com ele é possível trocar mensagens instantaneamente com usuários em qualquer tipo de rede: AIM, Google Talk, ICQ, MSN, IRC, Yahoo... a lista é quase interminável. Entretanto, o Pidgin pode não oferecer suporte para a comunicação via vídeo de alguns desse protocolos, de modo que a comunicação em geral se resume apenas a mensagens de texto.
A tabela a seguir lista alguns dos principais aplicativos instalados por padrão no sistema, bem como suas respectivas versões:
Ubuntu 9.04 — Jaunty Jackalope: principais aplicativos e suas versões |
Aplicativo |
Versão |
Função |
Kernel |
2.6.28 |
É o Linux propriamente dito |
X.org |
7.4 |
Gerenciador de janelas |
GNOME |
2.26 |
Ambiente de trabalho |
OpenOffice.org |
3.0.1 |
Conjunto de aplicativos para escritório |
Firefox |
3.0.9 |
Navegador de Internet |
Pidgin |
2.5.5 |
Aplicativo para troca instantânea de mensagens |
Evolution |
2.26.1 |
Correio eletrônico, gerenciador de tarefas, calendário e gerenciador de contatos |
Gimp |
2.6.6 |
Editor de imagens |
F-Spot |
0.5.0.3 |
Gerenciador de fotos |
Rhythmbox |
0.12.0 |
Reprodutor e gerenciador de músicas |
Totem |
2.26.1 |
Reprodutor de filmes |
Ekiga |
3.2.0 |
Cliente VoIP |
Trasmission |
1.51 |
Cliente de rede P2P BitTorrent |
Brasero |
2.26.0 |
Aplicativo de gravação de CD/DVD |
Instalação de aplicativos
No que se refere à instalação de aplicativos, há uma série de avanços na versão 9.04 do Ubuntu. Em primeiro lugar, a instalação de plug-ins para o Firefox ficou mais inteligente: como na versão 8.10, a instalação do plug-in para conteúdos em Flash não baixou simplesmente as bibliotecas necessárias do site da Adobe. O sistema foi inteligente o suficiente para encontrar o pacote no repositório da distribuição e para instalá-lo simplesmente via gerenciador de pacotes. Ponto para a Canonical e para a comunidade Ubuntu, por resolver isso de maneira inteligente. Desta forma, se o sistema for utilizado por muitos usuários, essa instalação ocorrerá apenas uma vez, ao contrário do que acontecia em versões anteriores, nas quais cada usuário acabaria por instalar uma versão diferente do flash-player em sua própria pasta pessoal. Haja redundância e problemas de segurança para resolver... De qualquer modo, acreditamos que a Canonical já tenha ganhado importância e massa crítica o suficiente para firmar uma parceria com a Adobe e fornecer esse e outros aplicativos da empresa pré-instalados por padrão.
Também nos surpreendeu o fato de que, ao tentarmos assistir a um dos trailers dos filmes disponíveis no site da Apple, que o plug-in do Totem tenha reconhecido a inexistência de um decodificador de vídeo adequado para a reprodução de vídeos no formato QuickTime. E, para melhorar, o sistema não parou por aí: efetuou na sequência uma chamada ao aplicativo gdebi, forneceu o nome dos pacotes que precisavam ser instalados e, após o usuário escolhê-los, efetuou a instalação de modo totalmente descomplicado. É isso que o usuário comum quer. Se mantida essa trajetória, realmente não haverá mais grandes empecilhos para instalar programas no Ubuntu — um dos maiores problemas para o usuário comum.
Mas nem tudo são rosas, infelizmente: a instalação do Adobe Reader se mostrou complicada, requerendo a ativação de um canal de software “de terceiros”. A instalação de aplicativos baixados da Internet ainda deixa a desejar: se o pacote baixado for do tipo .deb, o gdebi o abre, mas antes de instalá-lo, verifica se o software em questão não está disponível no repositório da distribuição. Se esse for o caso, o gdebi indica a presença do software no repositório e recomenda que ele seja instalado de lá, mas não oferece nada mais além do botão de Fechar. Faltou andar aquela “milha extra” que faz toda a diferença para o usuário comum: custava abrir o Synaptic com o aplicativo que se deseja instalar já marcado para instalação e, simplesmente, resolver o problema? Isso já é feito no caso do Flash Player. Não há nada de novo a ser feito nesse sentido.
O mesmo vale para pacotes nos formatos .rpm, .tgz e — por que não? — até mesmo para executáveis do Windows®: o usuário que migra da plataforma da Microsoft vai simplesmente por uma questão de hábito procurar o aplicativo desejado na Internet, provavelmente no site do Superdownloads. O gdebi poderia ser estendido para, qualquer que seja o formato de arquivo que se deseja instalar, buscar pelo aplicativo no repositório da distribuição e para instalá-lo de lá. Com isso, o usuário aprenderia didaticamente que só raramente é necessário buscar por aplicativo fora do repositório da distribuição, algo que ele certamente acharia extraordinário e que contribuiria decisivamente para uma adoção mais ampla do Ubuntu — e do Linux em geral, se as outras distribuições adotarem um esquema semelhante ao que sugerimos aqui. Tal funcionalidade está a poucas linhas de código em Python no gdebi e a alguns ajustes em MIME-types do Firefox.
Conclusão
Em sua essência, o Ubuntu 9.04 não traz nenhuma mudança radical em relação às versões anteriores, mas muitas melhorias. Ao lado das alterações de interface gráfica, provavelmente o suporte ao Ext 4 deverá agradar a muitos usuários. No que tange ao suporte a hardware do X.org 1.6, entretanto, não se pode falar em evolução: no melhor dos casos, o usuário pode não ter qualquer problema (geralmente se usar placa de vídeo da Intel), mas caso use placas de vídeo mais “parrudas”, pode ser que a aceleração 3D, que funcionava no Ubuntu 8.10, simplesmente pare de funcionar. Por conta disso, antes de uma atualização para a nova versão, vale a pena verificar a situação do suporte ao hardware da placa de vídeo — de repente, é possível usar um driver mais antigo e que funcione. Como pontos altos do Jaunty Jackalope pode-se citar a redução do tempo de boot e a melhoria na aparência do sistema. Os avanços na instalação de programas e extensões também é digno de menção, muito embora esses avanços ainda tenham ficado a meio caminho da perfeição — que não está longe de atingir, no entanto. Nada que uma semana de trabalho consequente não resolva e que já poderia estar disponível na versão 9.10.
Ubuntu 9.04 “Jaunty Jackalope” — Galeria de capturas de tela (17 figuras) |
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Xen: Entrevista com CTO de virtualização da Citrix e com gerente da comunidade Xen
Por Rafael Peregrino da Silva Publicado em 20/04/2009Este artigo foi visualizado 4480 vezes.
 Por Pablo Hess
A aquisição da XenSource pela Citrix agitou ainda mais o mercado já crescente de virtualização.
Simon Crosby, CTO da divisão de virtualização e gerenciamento da Citrix, e Stephen Spector, gerente de comunidade Xen.org, contam nesta entrevista exclusiva para a Linux Magazine o que já está diferente e o que ainda vai mudar no cenário da virtualização.
Clique aqui e tenha a matéria na íntegra em seu computador.
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Kernel 2.6.29: O Linux está com o diabo (da Tasmânia)!
Por Pablo Hess Publicado em 24/03/2009Este artigo foi visualizado 4191 vezes.

Treze semanas. Foi esse o tempo necessário para a equipe de desenvolvimento do kernel Linux partir da versão 2.6.28 e chegar à 2.6.29. Em 89 dias (quase 13 semanas), o “Erotic Pickled Herring” deu lugar ao “Temporary Tasmanian Devil” (você sabia que as versões do kernel têm apelidos como esses?).
Embora os 10.933 arquivos alterados desde 24 de dezembro último não sejam exatamente um recorde (as duas versões anteriores tiveram mais que isso), a verdadeira surpresa está nas mais de 1,3 milhões de inserções de código – essas sim constituem um novo recorde.
As novidades, como se pode imaginar, não são poucas: dois novos sistemas de arquivos (e avanços no ainda recente Ext4), o progresso do mode-setting de vídeo baseado no kernel (KMS, para os íntimos), o suporte a redes WiMAX e uma série de alterações que já começaram a reduzir significativamente o tempo de inicialização do kernel – essas são apenas as mais chamativas, mas há muitas outras, como o Tuz, novo mascote do Linux que substitui temporariamente o adorável pinguim Tux durante a inicialização do sistema.
Sistemas de arquivos
O acesso a disco ainda é um dos principais gargalos do desempenho na maioria dos sistemas, tanto desktops quanto servidores – e até em alguns sistemas embarcados. Com tempos de acesso bem maiores que o restante do sistema, o armazenamento em disco continuará atrasando a computação como um todo até encontrarmos uma forma barata para guardar nossos incalculáveis volumes de dados.
É por isso que, além dos avanços nas tecnologias de armazenamento, como discos Flash e discos rígidos giratórios mais velozes e confiáveis, os sistemas de arquivos têm uma importância tão fundamental.
O kernel 2.6.29 finalmente trouxe o suporte ao sistema de arquivos de próxima geração Btrfs (pronuncia-se “better FS” ou “butter FS”, à sua escolha). Seus recursos são baseados no poderoso ZFS da Sun e ele está sendo desenvolvido por uma grande equipe de programadores muito capazes. Porém, a má notícia é que ele ainda está em desenvolvimento, e sua inclusão na árvore principal do kernel servirá justamente para acelerar a estabilização do código para que o Btrfs amadureça o mais rápido possível. Por enquanto, ainda não é possível confiar nele para conservar seus dados.
O SquashFS, no entanto, já é conhecido por usuários de Live CDs há tempos, mas somente agora passa a integrar a árvore principal do kernel. Seu “concorrente” CramFS, outro sistema compactado e somente-leitura que já residia no kernel há algum tempo, não parece estar muito vivo, e o SquashFS é perfeitamente competente.
O recente Ext4, introduzido como sistema de arquivos estável na última versão do kernel, recebeu melhorias e correções que o tornam mais adequado para uso em discos Flash. Uma das mais interessantes é a possibilidade de não utilizar o journal, introduzida por Ted Ts'o após o desenvolvedor descobrir que muitas pessoas utilizavam o venerável Ext2 – com todas as suas importantes limitações – nessas mídias apenas por não quererem sobrecarregar seus discos Flash com as constantes atualizações do journal.
Além disso, o sistema de arquivos distribuído OCFS2 finalmente passa a contar com suporte a ACLs, atributos de segurança, cotas e verificação (checksum) de metadados.
Vídeo
Os trabalhos da transferência do mode-setting de vídeo para dentro do kernel (e para fora do driver do X.org) começaram há 21 meses, acompanhados pelo desenvolvimento da infraestrutura de gerenciamento de memória gráfica GEM, e agora esse recurso já pode ser usado com chips gráficos Intel. O KMS (kernel-based mode setting), além de trazer melhor desempenho e simplificar o uso de chips gráficos, também resolve vários problemas da suspensão do sistema para a memória.
Rede
As redes sem fio jamais serão as mesmas quando o WiMAX começar a ser comercializado. Com até 75 Mbps e alcance medido em quilômetros, o padrão encabeçado pela Intel e baseado no IEEE 802.16 finalmente chegou ao Linux, primeiramente apenas com drivers para os dispositivos Intel Link 5x50, que funcionam por meio dos barramentos SDIO ou USB.
Nas redes sem fio tradicionais (IEEE 802.11), o sistema do demônio da Tasmânia disfarçado de pinguim (temporariamente, lembre-se) agora ganha também a capacidade de trabalhar como ponto de acesso mediante a instalação do hostapd.
Inicialização rápida
Arjan van de Ven continua dedicado a acelerar o processo de inicialização do kernel. Após os avanços perceptíveis implementados na versão 2.6.28, a 2.6.29 torna o cenário ainda melhor, pois começa a paralelizar a inicialização de subsistemas que não sejam interdependentes.
Infelizmente, alguns problemas desse paralelismo adiaram sua estreia para a versão 2.6.30, embora toda a infraestrutura já esteja presente e possa ser ativada na configuração e em tempo de incialização.
CPUs aos milhares
Se você estava feliz com seu computador de 4, 8 ou 16 núcleos – ou talvez 128, se você for uma pessoa influente –, saiba que o Linux agora suporta até 4.096 processadores. Para lidar com tantos processadores, são necessárias algumas alterações à forma como o sistema se refere a cada um deles, assim como o meio para se comunicar com eles. Então, junto com o novo limite superior, o kernel 2.6.29 traz o Tree RCU, um mecanismo hierárquico para acesso aos processadores que elimina graves problemas de desempenho enfrentados por sistemas com centenas de CPUs.
Demais
Outras novidades trazidas pelo Linux 2.6.29 incluem a criptografia de nomes de arquivos sob o eCryptfs, a capacidade de paralisar a atividade de determinados sistemas de arquivos para fins de becape ou snapshots, alterações na forma como o kernel lida com credenciais (usuário, grupo etc.) de processos, implementação do Xenfs para permitir a interação do Xen com o restante do sistema
Adeus, velharia
Uma decisão particularmente polêmica dos desenvolvedores do kernel deu cabo da compatibilidade do Linux 2.6.29 com as versões 3.0, 3.1, 4.1.0 e 4.1.1 do compilador GCC – o único capaz de compilar o kernel na atualidade.
Futuro
Para a versão 2.6.30, já podemos esperar algumas novidades. O sistema de arquivos Ext4 certamente contará com alguns patches para resolver um problema de perda acidental de dados após quedas do sistema, em decorrência do recurso de adiamento da alocação de blocos. Outra novidade deve vir do novo (sim, mais um) alocador de páginas de memória, o SLQB, para substituir o antigo SLAB e o mais recente SLUB.
Na área da segurança, os desenvolvedores têm falado bastante na plataforma Tomoyo, que deve ser integrada ao kernel no futuro, embora dificilmente a tempo para o 2.6.30.
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Análise do Debian 5.0 “Lenny” [ATUALIZADA]
Por Rafael Peregrino da Silva Publicado em 16/02/2009Este artigo foi visualizado 4436 vezes.
Por Rafael Peregrino da Silva
 Quase dois anos após o lançamento da versão 4.0 (codinome “Etch”) — e pouco depois do lançamento de sua sétima revisão —, a equipe de desenvolvimento do projeto Debian lançou finalmente a versão 5.0 (codinome “Lenny”) de uma das distribuições GNU/Linux mais conceituadas entre os profissionais habituados a trabalhar com o sistema do pinguim. Base para uma quantidade imensa de outras distribuições — entre elas o popular Ubuntu Linux, o Xandros, que equipa todos os modelos do EeePC, da ASUS, além das brasileiras DreamLinux, Insigne (pré-instalada em mais de 1.5 milhões de PCs para todos, comercializados no Brasil) e do (finado?) Kurumin Linux, uma das distribuições mais populares no Brasil no passado — o Debian GNU/Linux chega aos 16 anos emancipado: poucas distribuições Linux atingiram esse grau de maturidade com o nível de qualidade do projeto fundado em 1993 por Ian Murdock.
Em nosso teste usamos o CD de instalação via rede (ou netinst), um único CD que permite instalar todo o sistema operacional, mas contém apenas a quantidade mínima de software para começar a instalação e obter os outros pacotes pela Internet. Como os servidores do projeto Debian estão atualmente bastante sobrecarregados, a melhor maneira de obter a imagem do CD é recorrer ao bom e velho BitTottent, cujo arquivo .torrent pode ser obtido aqui. Com uma conexão banda larga comum, a imagem do CD (que tem apenas 150 MB) pode ser baixada em alguns minutos.
Instalação
A instalação não reserva muitas dificuldades ou surpresas: basta colocar o CD no respectivo leitor de mídia e escolher uma das alternativas que aparecem na tela, sendo que as opções Install e Graphical Install fazem exatamente aquilo que se supõe: instalam o sistema em modo texto ou gráfico. É digno de nota o fato de que é a primeira vez que um instalador gráfico é parte integrante de uma versão estável da distribuição Debian GNU/Linux.
A partir daí, sendo a instalação em modo texto ou gráfico, escolhe-se o idioma de instalação, o país e a disposição do teclado, dá-se um nome à máquina que está sendo instalada, configura-se o sistema para usar um servidor de horário (NTP) e particiona-se o(s) disco(s) para onde o sistema deverá ser instalado. Aqui uma recomendação de cautela: se for necessário criar diversas partições, é importante certificar-se de que há espaço suficiente no diretório raiz (/), em /var e em /usr. Em nossos testes, foi utilizado um esquema de se colocar a partição /home, na qual residem os dados dos usuários, separada do resto do sistema. Isso gerou problemas mais tarde, pois a etapa de seleção de software, apesar de levar em consideração a quantidade de espaço disponível no restante do sistema (que havia ficado simplesmente em /) — espaço esse sugerido pelo instalador quando do particionamento —, permite que se escolha mais aplicativos do que o espaço comporta. Não há qualquer mensagem de aviso ao usuário, recomendando que ele refaça a sua seleção de software. O particionamento do(s) disco(s), diga-se de passagem, apesar de simples, reserva muito espaço para melhoras, conforme já mostrou ser possível a última versão do Ubuntu, um derivado do Debian, conforme escrevemos acima. Seria interessante que houvesse um nível maior de colaboração entre as duas comunidades, com um consequente aumento de “polinização cruzada” entre os aplicativos dos dois projetos.
Após a senha do administrador e um usuário comum serem definidos, o repositório de software ser configurado, a seleção de software especificada estar instalada e a configuração do gerenciador de boot ser finalizada, basta reiniciar o sistema para iniciar um Debian 5.0 pronto para uso.
Uso como desktop?
O sistema é equipado com um kernel 2.6.26, finalizado por Linus Torvalds em 13/07/2008 e, desta forma, sete meses antes do lançamento do Lenny e duas versões mais velho do que o kernel mais recente, a versão 2.6.28(.5). Isso pode significar algum transtorno, especialmente para usuários de placas de rede WiFi e 3G para as quais novos drivers para Linux tenham sido lançados nos últimos seis meses. Razão para o uso de uma versão do kernel tão “antiga”, quando as últimas versões tanto do Ubuntu quanto do Fedora, lançadas respectivamente no final de outubro e novembro de 2008 já usam a versão 2.6.27, é a política de qualidade do projeto Debian, que premia a estabilidade do software. Usuários do Sid, ramo de desenvolvimento do Debian cuja árvore de dependências entre aplicativos é considerada instável (daí seu nome, unstable), também estavam limitados até agora ao kernel 2.6.26.
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Desktop padrão do Debian 5.0, com o Iceweasel e o BrOffice.org Writer abertos e um filme sendo reproduzido no Totem. |
Do ponto de vista das versões dos aplicativos instalados, uma novidade é a instalação de um servidor de janelas isento de configuração (X-Server 7.3). Pacotes para os drivers proprietários da ATI e da NVIDIA não são instalados por padrão e não há qualquer mecanismo trivial para instalá-los, muito embora eles estejam disponíveis na seção non-free do repositório da distribuição. O usuário tem que instalá-los ativando essa seção do repositório via linha de comando com o apt-get/aptitude ou graficamente com o synaptic.
Algo muito peculiar ocorre com codecs para formatos proprietários de áudio (MP3, WMA) e vídeo (QuickTime, WMV, H264 em geral): o Totem instalado por padrão não é capaz de reproduzi-los automaticamente, requerendo a instalação de plug-ins proprietários, algo que é muito simples, pois o próprio sistema se encarrega de instalá-los automaticamente se o usuário concordar com um aviso exibido na tela. Já o plug-in do Totem para o navegador de Internet foi capaz de reproduzir em nosso teste todo o tipo de conteúdo, pois conta com suporte aos codecs proprietários por padrão.
Ponto para o projeto BrOffice.org: a instalação em português do sistema instala automaticamente a versão nacionalizada do conjunto de aplicativos para escritório, em vez do OpenOffice.org. Infelizmente, da mesma forma que ocorreu com a última versão do Ubuntu, a versão instalada no Debian 5.0 ainda é a 2.4.1. A versão 3.0.0 sequer foi disponibilizada na árvore instável do projeto. Usuários que quiserem usar as fontes TrueType básicas da Microsoft deverão também ativar a seção contrib do repositório do Debian e instalá-las por meio do pacote ttf-mscorefonts-installer (o pacote msttcorefonts, utilizado até então para essa finalidade, deve ser eliminado do sistema em uma das próximas revisões).
Irritante é o fato de que nenhum dos aplicativos básicos da Adobe — a saber, o Adobe Reader (e seu respectivo plug-in para navegadores de Internet) e a extensão Flash Player para os navegadores de Internet — estão disponíveis em qualquer das seções dos repositórios oficiais do sistema. A versão 0.6.0 do Swfdec é responsável pela reprodução de animações em Macromedia Flash (a última versão estável do Swfdec, lançada no dia 21/12/2008, era a 0.8.4) e o Evince é o visualizador de arquivos PDF. O motivo que os desenvolvedores do Debian alegam para não disponibilizar os dois aplicativos da Adobe na seção non-free do repositório da distribuição, seria um problema com a nomenclatura das versões dos programas, que levaria a uma dificuldade de sincronizar atualizações de segurança realizadas pela Adobe nos dois aplicativos e a criação de pacotes para o Debian.
Outra coisa que incomoda é ter o Epiphany como navegador de Internet padrão, mesmo com o Iceweasel — que é como o Debian batizou o Mozilla Firefox, por questões de discordância com os termos de uso da marca da Fundação Mozilla — instalado por padrão. Há que se perguntar qual a motivação por trás da decisão de oferecer dois navegadores de Internet pré-instalados no sistema, sendo que a escolha do navegador padrão tenha recaído pelo menos popular deles.
A tabela a seguir ilustra alguns dos principais aplicativos instalados por padrão no sistema, bem como suas respectivas versões:
Debian 5.0 “Lenny”: aplicativos e versões |
Aplicativo |
Versão |
Função |
Kernel |
2.6.26 |
É o Linux propriamente dito |
X.org |
7.3 |
Gerenciador de janelas |
GNOME |
2.22.3 |
Ambiente de trabalho |
BrOffice.org |
2.4.1 |
Conjunto de aplicativos para escritório |
Iceweasel (Firefox) |
3.0.6-1 |
Navegador de Internet |
Pidgin |
2.4.3 |
Aplicativo para troca instantânea de mensagens |
Evolution |
2.22.3.1 |
Correio eletrônico, gerenciador de tarefas, calendário e gerenciador de contatos |
Gimp |
2.4.7 |
Editor de imagens |
Inkscape |
0.46 |
Editor de imagens vetoriais |
Rhythmbox |
0.11.6 |
Reprodutor e gerenciador de músicas |
Totem |
2.22.2 |
Reprodutor de filmes |
Ekiga |
2.0.12 |
Cliente VoIP |
DNA de servidor
No que tange à operação em servidores, área em que o Debian faz cada vez mais adeptos, a preocupação com segurança é sempre uma constante: diversos dos pacotes de serviços do sistema foram compilados com opções de segurança do GCC ativadas ou alterados com patches de segurança — como é o caso do PHP, por exemplo —, no intuito de dificultar a vida dos onipresentes agressores. Versões atualizadas do MySQL 5.1 e do PostgreSQL 8.3 são outras das aplicações que passaram por esse processo de melhoria de segurança.
A equipe de desenvolvimento do sistema também trabalhou pesado no suporte à virtualização: o Xen foi atualizado para a versão 3.2.1 e há suporte também para o KVM. O VirtualBox, por outro lado, está disponível em sua variante de código aberto (OSE) apenas na versão 1.6.6 — no fechamento deste artigo, a versão atual era a 2.1.2, disponível no site do projeto, agora de propriedade da Sun Microsystems. Para instalá-la basta incluir a seguinte linha ao arquivo /etc/apt/sources.list:
deb http://download.virtualbox.org/virtualbox/debian lenny non-free
e usar um dos gerenciadores de pacotes disponíveis para realizar a instalação propriamente dita.
Conclusão
O Debian 5.0 é uma distribuição GNU/Linux que, como de costume, prima pela qualidade, mas não pela disponibilização de versões mais atuais dos programas instalados. Praticamente todos os recursos disponíveis por padrão procuram oferecer recursos utilizando software livre. Essa opção, muito louvável de um lado, dificulta a escolha de alternativas proprietárias, que, infelizmente, em alguns casos, são as únicas que funcionam efetivamente — o caso do Flash Player sendo um bom exemplo (pelo menos por enquanto).
Como sistema para o desktop, a nova versão do Debian pode ser utilizada por usuários iniciantes ou experientes. A instalação dos plug-ins proprietários pode ser um desafio para os primeiros e há que se perguntar por que razão um iniciante deixaria de usar versões um pouco mais amigáveis do Linux baseadas no próprio Debian, como é o caso do Ubuntu, que se concentrou em resolver essas idiossincrasias que fazem da vida do usuário comum um inferno. Já o usuário experiente, que busca estabilidade e consegue superar facilmente esse tipo de transtorno, vai ficar satisfeito em poder trabalhar com um sistema leve, enxuto e extremamente estável, que conta com quase 23.000 pacotes prontos para instalar.
Como servidor, o Lenny é uma atualização obrigatória. Provavelmente, o sistema deverá ser um competidor forte para outras distribuições Linux, para diversos sabores de UNIX e também para o Windows®. Simples de gerenciar, flexível e bastante robusto, o Debian 5.0 veio para melhorar o que já era bom.
Seja servidor ou desktop, entretanto, o fato é que a nova versão continuará a ser a plataforma base de escolha para um grande número de distribuições populares, servidores dedicados (appliances) e dispositivos embarcados — a nova versão oferece suporte a 11 arquiteturas, fornecendo praticamente a mesma experiência de uso em todas elas.
Debian 5.0 “Lenny” — Galeria de capturas de tela |
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Mobilidade Programada II — Programando um rastreador GPS para o Android
Por Rafael Peregrino da Silva Publicado em 12/02/2009Este artigo foi visualizado 5598 vezes.
Por Oliver Frommel
 A versão 1.1 do SDK do Android acabou de ser lançada, e corrige alguns erros da versão anterior, além de introduzir melhorias de compatibilidade do celular G1, que já pode rodar a nova versão 1.1.0 do Android. Há alguns dias publicamos um artigo inicial, que mostrava como preparar adequadamente um ambiente de desenvolvimento de aplicativos para o Android. Neste segundo artigo da série, vamos mostrar como desenvolver um programa de apenas poucas linhas de código, mas que é capaz de ler e exibir coordenadas GPS.
Com o SDK do Android e o plug-in para o Eclipse, é relativamente simples desenvolver aplicativos para celulares equipados com a plataforma operacional baseada em Linux desenvolvida pelo Google. As ferramentas contidas nesse kit de desenvolvimento funcionam bem, são fáceis de usar e a API é bem estruturada e documentada. Além disso, há na Internet uma grande quantidade de exemplos para todo o tipo de aplicação. Entretanto, é necessário estar atento ao fato de que o código-fonte de muitos desses programas é compatível com a versão anterior do sistema, mas não com a versão atual, recém-lançada. Conforme escrevemos acima, o aplicativo que vamos desenvolver neste artigo terá por função estender a estrutura do programa criada automaticamente pelo Eclipse no artigo anterior, tranformando-a em um aplicativo rastreador GPS, capaz de fornecer as coordenadas da posição geográfica atual.
Usando o ambiente instalado no artigo anterior, composto basicamente do kit de desenvolvimento do Android e o plug-in do Eclipse, é possível compilar um aplicativo rudimentar e executá-lo no emulador que faz parte do SDK. Caso um G1 “de verdade” seja conectado via USB ao PC ou laptop com Linux dotado com o ambiente de desenvolvimento, pode ser que ele não seja detectado pelas ferramentas do Android que o Eclipse roda em background, para — por exemplo — carregar aplicativos para o equipamento. A solução para contornar esse problema é configurar corretamente o subsistema udev, responsável pela criação e pelas permissões de arquivos de dispositivos no Linux. A seguinte regra fornece as permissões corretas ao arquivo de dispositivo criado quando o G1 é conectado ao computador:
SUBSYSTEM=="usb", SYSFS{idVendor}=="0bb4", MODE="0666"
Basta incluir a linha acima no arquivo /etc/udev/rules.d/50-android.rules e tornar esse arquivo executável, e daí por diante tudo deveria funcionar corretamente.
Como a figura seguinte mostra, o código gerado pelo Eclipse quando configuramos o sistema no artigo anterior, ficou bastante sucinto.
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Código gerado automaticamente pelo Eclipse, quando da criação do projeto do aplicativo que será desenvolvido, logo após a instalação do SDK e do plug-in. |
A própria classe hello estende a classe Activity do sistema, que está prevista para uso em aplicativos de interface gráfica padrão. O pouco que resta do código está no método de retorno de chamada (callback) onCreate(), que é executado quando o aplicativo é inicializado. Após a chamada do método de retorno de chamada da classe pai, resta apenas ativar o modo de exibição na componente de layout main. O Eclipse deixa esse tipo de recurso armazenado no arquivo R.java, que é atualizado constantemente. Modificações nesse arquivo devem, assim, ser evitadas, para que não ocorram conflitos.
Para imprimir o clássico Olá mundo! no visor do celular, não é necessário nada além de um TextView, que deve então ser ativado como elemento de exibição atual. A cadeia de caracteres a ser apresentada no visor é fornecida ao objeto TextView pelo método setText().
TextView tv = new TextView(this);
tv.setText("Hello Android");
setContentView(tv);
Se o que se deseja é mais do que exibir um texto sem graça no visor — por exemplo, a posição geográfica atual do celular —, é necessário estar familiarizado com o conceito de “ouvinte” (listener). Em várias ocasiões, esse conceito serve de interface para determinados eventos — regulares ou ocasionais —, tais como o fornecimento de dados pelo usuário. O programador deve criar suas próprias funções como ouvintes de determinados eventos, de modo que essas funções sejam executadas quando o evento ocorrer. A plataforma Android assegura que os aplicativos não consumam tempo de processamento desnecessariamente, mas que permaneçam em estado latente, reagindo prontamente quando o evento designado para ela aconteça.
Uma característica notável da API do Android é que ela está perfeitamente adaptada ao desenvolvimento de aplicativos específicos para o G1. Assim, bastam algumas poucas linhas de código, para que se possa determinar a atual posição geográfica do celular via GPS. Para isso, basta criar um novo LocationProvider e associar a ele, através de um de seus métodos, uma função customizada — no nosso caso, locationListener, que é chamada de modo recorrente de tempos em tempos.
LocationProvider provider = lm.getProvider("gps");
lm.requestLocationUpdates("gps",
60000, // 1min
1, // 10m
locationListener);
Além do uso das coordenadas do GPS, há também outros tipos de LocationProvider, que por exemplo conseguem obter a posição geográfica de maneira mais precisa a partir da célula em que o telefone se encontra. A nossa função customizada LocationListener só precisa ler a latitude e a longitude através dos métodos do objeto de localização geográfica e fornecê-las ao objeto TextView:
private final LocationListener locationListener = new LocationListener() {
public void onLocationChanged(Location l) {
TextView tv = new TextView(LnmTrakr.this);
tv.setText("lat: " + l.getLatitude() + "\nlon: " + l.getLongitude());
setContentView(tv);
}
...
Como esse código cria empiricamente uma classe anônima, é necessário que a TextView faça uma referência à classe mais externa usando LnmTrakr.this. Para simular o funcionamento do equipamento de GPS no emulador do celular, é necessário realizar uma conexão via telnet ao emulador — usando para isso o comando telnet localhost 5554 — e, no console que se abrir, fornecer as coordenadas usando a seguinte sintaxe: geo fix 20 40.
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Programa em execução, mostrando a latitude e a longitude no emulador do SDK. |
Ao rodar esse aplicativo no emulador ou no próprio celular, percebe-se logo que não há como fechar esse programa. Com mais alguma linhas de código pode-se dotar o aplicativo de um menu próprio com um botão de “Sair”. O código abaixo ilustra como criar um menu com diversas opções de entrada (algumas delas estão “comentadas”, isto é, desativadas):
@Override
public boolean onCreateOptionsMenu(Menu menu) {
super.onCreateOptionsMenu(menu);
menu.add(Menu.NONE, 0, 0, "Exit");
//menu.add(Menu.NONE, 1, 1, "Settings");
//menu.add(Menu.NONE, 2, 2, "Other");
return true;
}
Com o manipulador de eventos apropriado, o programa pode ser encerrado, bastando para isso que se selecione o “0” no menu:
public boolean onOptionsItemSelected(MenuItem item){
switch (item.getItemId()) {
case 0:
finish();
}
return false;
}
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O Google quer coletar dados sobre o uso do Android. Claro, se não quisesse, não seria o Google... |
Assim, com apenas algumas linhas de código, um primeiro aplicativo — capaz de realizar várias tarefas — foi finalizado. O código fonte em Java do arquivo principal pode ser baixado aqui. Apenas mais algumas linhas de código e o aplicativo torna-se capaz de — adivinhe — mostrar a posição geográfica atual no Google Maps. Ao finalizar o Eclipse, o Google preparou uma janela extra, com o intuito de lhe pedir permissão para realizar estatísticas sobre o seu uso do Android.
O programador pode escolher não conceder essa permissão — ao contrário do usuário do G1, que não tem essa opção.
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Mobilidade programada — Programando aplicativos móveis com o SDK do Android no Eclipse
Por Rafael Peregrino da Silva Publicado em 08/02/2009Este artigo foi visualizado 4514 vezes.
Por Oliver Frommel
 Recentemente, publicamos o artigo Programe seu andróide, com o qual é possível aprender como desenvolver um primeiro aplicativo para o “celular do Google”. A partir de agora, vamos publicar uma série de artigos, em um formato que ilustrará passo-a-passo, como desenvolver programas para o Android, sendo que cada um dos artigos se ocupará apenas de uma parte do processo de criação de programas para a plataforma.
O “ruído” em torno do projeto do celular G1 só é comparável ao do seu arqui-rival, o iPhone, da Apple. É muito fácil desenvolver aplicativos para o telefone — desenvolvido como parte de uma parceria entre o Google e o fabricante de hardware taiwanês HTC —, usando o ambiente integrado de desenvolvimento Eclipse, conforme mostraremos a partir deste que será o primeiro de uma série de artigos na Linux Magazine Online.
O anúncio do Google a respeito do desenvolvimento de um telefone celular próprio foi acompanhado pelo típico “burburinho” que envolve todas as iniciativas lideradas pelo gigante de buscas, e que deveriam, assim, tornar-se disponíveis para o equipamento. Por conta disso, grande número de desenvolvedores passaram a utilizar a plataforma Android, que tem o Linux por fundamento e sobre o qual há um conjunto de bibliotecas desenvolvidas especificamente para a plataforma, como por exemplo uma versão reduzida da glibc.
Mas o Google não seria o Google se não “reinventasse a roda” algumas vezes no curso do desenvolvimento da plataforma Android. Assim, a camada de aplicação da plataforma dispõe de um ambiente de programação Java, mas não a máquina virtual de costume, desenvolvida pela Sun Microsystems. Da mesma forma que o Google desenvolveu o V8, um novo interpretador Javascript para o seu novo navegador de Internet — o Chrome —, a empresa preferiu inovar e desenvolver do zero um novo ambiente operacional para aplicativos escritos em Java, batizado com o nome Dalvik, que economiza memória, em comparação com a Java-VM original da Sun, o que seria mais adequado para dispositivos móveis.
A interface de programação da plataforma Android foi modificada diversas vezes desde o seu lançamento, mas isso não deve mais ocorrer, uma vez que já há um equipamento em operação no mercado. Além da plataforma de software, o Google fornece também uma extensão para o Eclipse, com o intuito de facilitar o trabalho dos desenvolvedores de aplicativos para o Android.
O plug-in para o Eclipse
Baixe a última versão do Eclipse para o seu sistema operacional (a “Classic” 3.4.1, no momento da escrita deste artigo) aqui, copie o arquivo baixado para o diretório de sua preferência e o desempacote. Se ainda não o fez, abra um terminal, entre no diretório eclipse, automaticamente criado no processo de descompactação do arquivo do Eclipse, e chame o programa pela linha de comando, digitando ./eclipse. Feche a tela de saudação do programa e a área de trabalho aparece, dividida em diversos painéis. Algumas distribuições Linux também já contém o Eclipse em seus repositórios, de modo que o programa pode ser instalado diretamente de lá. Certifique-se apenas de que se trata da versão 3.3 ou 3.4.
A extensão do Android para o Eclipse pode ser facilmente instalada, bastando para isso entrar no menu Help | Software Updates e chamar o gerenciador de atualizações. Na área à direita da janela, clique em Add Site e forneça a seguinte URL na caixa de diálogo que aparecer: https://dl-ssl.google.com/android/eclipse/. Durante nossos testes, essa URL parou de funcionar por algum tempo. Uma alternativa se isso acontecer é fornecer no lugar dela o seguinte endereço na Internet: http://dl-ssl.google.com/android/eclipse/site.xml. Se o endereço fornecido aparecer na lista de sites de extensões, basta selecionar os plug-ins disponíveis sob o endereço — neste caso, as ferramentas de desenvolvimento. Um clique sobre o botão Install, na parte de cima à esquerda, instala a extensão, após o aceite da licença de uso. Recomenda-se reiniciar o Eclipse ao final do processo de instalação.
O ambiente Android
O kit de desenvolvimento completo para o Android — o famoso “SDK” — pode ser encontrado em http://code.google.com/android. Para baixá-lo, clique em Download the SDK.
Antes do download propriamente dito, aparecem as condições para o uso do SDK, cuja leitura é recomendada. Após baixar o arquivo do tipo ZIP, abra um terminal e descompacte-o usando simplesmente o unzip (ou, se preferir, algum dos aplicativos gráficos para essa finalidade, como o file-roller ou o kpackage). Antes de poder programar o seu primeiro aplicativo para o Android, é necessário dizer ao Eclipse onde encontrar o SDK. Para fazer isso, entre no menu Window | Preferences, onde uma entrada indicada por Android poderá ser encontrada. Um clique sobre o botão Browse abre uma caixa de diálogo de seleção de arquivos, por meio da qual deve-se indicar qual é o diretório em que o SDK se encontra.
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Ambiente Eclipse, configurado para a programação de aplicativos para o Android |
Agora basta clicar em File | New | Project ou no ícone correspondente na barra de ferramentas da janela do Eclipse. Na lista de tipos de projeto que aparece, escolha Android, preenchendo na caixa de diálogo que se abre os campos de nome, nome das classes e a activity (um outro nome para um aplicativo Android). Com isso, o Eclipse cria a estrutura para o aplicativo a ser desenvolvido. Um clique sobre o botão com um ícone verde ou no menu Run correspondente, inicia o programa no emulador de hardware que vem com o SDK. Se houver um celular equipado com o Android conectado ao seu sistema, o Eclipse também pode executar o aplicativo diretamente no hardware.
Com isso, encerramos uma primeira etapa para começar a programar para o Android. No próximo artigo vamos começar a desenvolver um aplicativo simples com o nosso recém-instalado SDK. Esse aplicativo deverá evoluir no curso dessa série de artigos, tornando-se ao final um rastreador GPS.
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Vídeo da análise do “celular do Google” com Android
Por Pablo Hess Publicado em 04/02/2009Este artigo foi visualizado 4127 vezes.
A Linux Magazine preparou uma análise do smartphone HTC G1, equipado com o sistema operacional Android. Desenvolvido com base no Linux, veja o que esse telefone celular reserva para seus usuários.
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