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Análise preliminar do Android G1: operação e recursos


Por Rafael Peregrino da Silva
Publicado em 30/01/2009

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Por Ulrich Bantle e Rafael Peregrino da Silva





Que a HTC é capaz de desenvolver smartphones de qualidade, ela já provou: o fabricante tawianês de celulares tem um longo histórico de desenvolvimento de dispositivos equipados com o Windows® Mobile. O G1, novo modelo de equipamento que vem com o sistema operacional Android, baseado em Linux e patrocinado pelo Google, não é exceção à regra. O casamento entre o hardware e um novo sistema operacional — neste caso a versão 1.1 do Android, cujo desenvolvimento abriga, via de regra, uma montanha de “surpresas”, tais como problemas de estabilidade e compatibilidade — é realmente um processo surpreendente de se acompanhar. O G1 pode até não ter um aspecto tão bem acabado como o do iPhone, mas reúne com certeza o potencial para inclusão na “liga” do Symbian, do Windows Mobile, do BlackBerry e mesmo do celular da Apple.



Neste artigo vamos testar a configuração básica e os recursos do equipamento. Nos próximos dias pretendemos publicar outros testes com o celular.



Competidor competente



As especificações técnicas do G1 comprovam a sua capacidade de competir ombro a ombro com os rivais no segmento: quadband, GPRS, EDGE, UMTS e HSDPA, capaz de lidar com conexões de até 7,2 Mbit/s, podem ser elencadas como algumas das modalidades de transmissão para as quais o dispositivo oferece suporte. Além disso, o celular ainda traz um rol de outras possibilidades de conexão, como Wi-Fi 802.11b/g, USB 2.0 e Bluetooth. GPS assistido, tela sensível ao toque de 320 x 480 pixels e um teclado escamoteável são outros destaques da configuração de hardware do equipamento. Por padrão, o celular vem equipado com um cartão SD de 2 GB — extensível até 8 GB. A câmera integrada com foco automático tem resolução de 3,2 megapixels, o que basta para aquelas fotos ocasionais — é necessário ter paciência com o atraso de disparo da câmera.



Compatível com Linux



O usuário de Linux vai ficar satisfeito com o fato de que o celular não vem com aquele CD de instalação irritante, que traz drivers ou outros tipos de programas, que em geral requerem que o Windows® esteja instalado. Assim que o celular é conectado a uma máquina equipada com Linux (no nosso caso, com o Ubuntu 8.04 LTS), um símbolo aparece na sua tela, indicando a conexão via USB. Basta ativar a conexão para que o Ubuntu e o G1 comecem a “conversar”. O telefone se registra no Nautilus como dispositivo de armazenamento removível com capacidade de 2 GB, arquivos MP3 armazenados nele são automaticamente listados no Rhythmbox e estão prontos para ser tocados. Fotos aparecem automaticamente no F-Spot e podem ser copiadas para o disco do PC sem problemas.



Não sincroniza com o Outlook



O fato de que o dispositivo não sincroniza automaticamente com o Microsoft Outlook por padrão, é também uma das peculiaridades do G1: é que o Google prefere que o usuário use os seus serviços, e não os da concorrência. Isso fica claro de cara na documentação que acompanha o produto: “A ativação do seu G1 requer uma conta no Google Mail”. A utilização dessa conta de e-mail segue as condições de serviço do gigante de buscas, e sua configuração pode ser realizada gratuitamente a partir do próprio G1, exigindo entretanto uma conexão de dados (GPRS/EDGE/UMTS/HSDPA), que, claro, não é gratuita. Para o nosso equipamento de testes essa ativação foi desnecessária, uma vez que o celular já foi enviado para a redação registrado.



Para usuários corporativos pode ser que o fato de a sincronização com o Outlook não ocorrer por padrão desmotive a aquisição do produto. No Android Market, repositório de aplicativos para o aparelho criado pelo Google, já há diversos aplicativos que possibilitam a sincronização, entre elas o Funambol, usando um servidor intermediário.



Fácil de usar



A operação usando a tela sensível ao toque, o teclado, a pequena trackball e os botões disponíveis junto à tela do celular, fica fácil depois de algum treino. É de se perguntar se o teclado escamoteável seria mesmo necessário: apesar de a sua qualidade ser inquestionável, somente para a entrada de URLs é que ele se mostrou realmente de utilidade em nossos testes. De vez em quando a tela sensível ao toque pode precisar ser acionada duas vezes, mas no geral funciona corretamente, permitindo a navegação por menus que são ativados através do acionamento de ícones de tamanho adequado.



Aplicativos



Entre os aplicativos disponíveis pode-se citar, além do Gmail, um cliente de e-mail capaz de sincronizar via protocolos POP3 e IMAP, bem como um navegador de Internet, com o qual é possível entrar na rede e efetivamente ler o conteúdo das páginas mostradas — ponto para a excelente qualidade do display do aparelho, que dispõe de contraste e luminosidade muito bons para dispositivos desse tipo. Além disso, pode-se encontrar entre os diversos programas instalados: calculadora, calendário, despertador, gerenciador de contatos, gerenciador de fotos e reprodutor de MP3. Mas o que surpreende realmente é a oferta de aplicativos no Android Market: a maioria dos programas disponíveis ali é grátis e indicam que o Google realmente fez um nome junto aos desenvolvedores na comunidade. Em diversas categorias podem ser encontradas uma grande variedade de ferramentas para complementar os programas que equipam o celular por padrão.



Conclusão



O sistema operacional de código aberto desenvolvido pelo Google com base no Linux coloca o gigante de buscas em pé de igualdade com os grandes fornecedores de tecnologia para equipamentos móveis, mesmo considerando que os serviços da empresa, tais como o Gmail e o Google Maps estejam enraizados no G1. O conjunto de recursos contemplados no equipamento, por si só, é muito bom. Na Alemanha, a operadora T-Mobile assegurou os direitos exclusivos de comercialização do aparelho, da mesma forma que ocorreu com o iPhone. Resta saber como e quando o G1 vai chegar oficialmente ao Brasil, mas é fato que as operadoras locais já estão negociando as condições de comercialização no país com a HTC e com o próprio Google. Como o Google tem uma presença forte no Brasil, é bem provável que ele demore menos para chegar aqui que o seu rival da Apple.












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