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Avaliação do Ubuntu 11.04 “Natty Narwhal”


Por Kemel Zaidan
Publicado em 10/05/2011

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Por Kemel Zaidan


Pontualmente, como de costume, o Ubuntu chega com sua mais nova versão: o Ubuntu 11.04, codinome "Natty Narwhal". Ao contrário de outras distribuições, o Ubuntu consegue cumprir seu cronograma, anunciado com meses de antecedência, com pontualidade britânica, fazendo jús à origem da distribuição, que ao contrário do que muitos pensam, não é sul-africana.


Apesar disso, nenhuma dos lançamentos da distribuição até hoje, desde 2004 quando ela apareceu pela primeira vez, foi tão aguardado como este. O início da polêmica em torno do 11.04 começou durante o último UDS (Ubuntu Developers Summit), o encontro semestral dos desenvolvedores Ubuntu, que ocorreu em novembro de 2010 na Flórida. Nesta ocasião Mark Shuttleworth, fundador da Canonical, empresa que patrocina o desenvolvimento do sistema operacional, declarou que a distribuição iria utilizar o Unity como sua interface padrão para a versão desktop.


Na época, blogs e sites de notícia de todo o mundo do software livre começaram a ecoar a novidade e boatos mundo à fora. Alguns deles a fizeram como na velha brincadeira - analógica - do "telefone-sem-fio": acrecentando um ponto a cada conto. As maiores barbaridades que foram ouvidas diziam respeito a um suposto fork do Gnome por parte do Ubuntu, o que por sua vez denota total desconhecimento do conceito do que é, de fato, um fork. Outros (não sei dizer o que é pior) chegaram a declarar que o Ubuntu estaria abandonando o Gnome, como seu ambiente desktop padrão.


Contudo, parece que a maior parte dos que cometeram essas gafes haviam se esquecido de que o Unity já estava em plena utilização como interface padrão do Ubuntu 10.10 "Maverick Meerkat", só que na versão para netbooks, entitulada Ubuntu Netbook Remix (UNR). Foi a primeira aparição da tão comentada interface, que viera substituir a interface para netbooks lançada na versão 9.10 "Karmic Koala".


Mudança inevitável


Gostando-se ou não da mudança, é melhor ir se acostumando, pois nada será como antes no universo Linux, uma vez que um vento de mudança anda soprando a terra dos ambientes desktop e interfaces de usuário. Pode-se dizer que o olho do furacão (e também da discórdia) encontra-se no Gnome, ambiente desktop utilizado não só pelo Ubuntu, mas também por muitas das mais populares distribuições GNU/Linux mundo a fora. A interface de sua mais recente versão, já lançada no último dia 6 de abril, o Gnome-Shell, altera radicalmente a forma como interagimos com o desktop padrão.


O Unity, por sua vez, acompanha as mudanças propostas por este, mas ao invés disso, implementa-as ao seu próprio modo. Qualquer um que tenha utilizado o Gnome-shell perceberá a semelhança entre ambos: barras laterais no estilo dock, ícones grandes na "área de trabalho", possibilidade de iniciar e pesquisar aplicativos através do teclado, novas formas de interagir com o gerenciamento de áreas de trabalho. É possível inclusive dizer que há mais semelhanças do que diferenças entre os dois. Porém, se os dois são tão semelhantes, porque o Ubuntu não utiliza o Gnome-shell ao invés de perder tempo e trabalho criando sua própria interface? A resposta pode ser encontrada nos últimos acontecimentos entre Canonical e Red Hat, esta última a principal patrocinadora de muitos desenvolvedores do Gnome.


Recentemente, a Canonical foi criticada por funcionários da Red Hat por contribuir pouco com o Gnome. A Canonical, por sua vez, rebateu a crítica afirmando que muitas das inovações propostas por ela não eram aceitas dentro do projeto Gnome e que alguns funcionários da Red Hat estariam "boicotando" código enviado por ela. Com possibilidades reduzidas de exercer alguma influencia dentro de um projeto chave como o do Gnome-shell, a empresa teria decidido ela mesma criar sua própria implementação de um "shell para o Gnome", ao mesmo tempo que mostraria para a Gnome Foundation quem é que precisa de quem. Mas boa parte dessas explicações não passam de expeculações, motivadas por fatos, é verdade, mas ainda assim com uma boa dose de boato.


Fique tranquilo, pois caso você não goste do Unity, poderá continuar fazendo uso da insterface tradicional, bastando para isso escolher a opção durante a tela de login do sistema. Agora, o que é importante mesmo é ter consciência de que cedo ou tarde, o Gnome 3 e - com ele seu Gnome Shell - passarão a fazer parte de todas as distribuições que o utilizam como padrão. Apesar de ainda ser possível utilizar a interface clássica, do Gnome, é bem possível que um dia ela seja abandonada (o que não deve acontecer até que as pessoas acostumem-se definitivamente com as novas interfaces). Sendo assim, o Ubuntu apenas antecipou-se a todo esse movimento de mudanças, colhendo com isso os louros e as agruras de seu pioneirismo.


Instalação


Sem dúvida nenhuma o Ubuntu tem o melhor instalador da atualidade. O Ubiquity é simples, intuitivo, fácil de usar e principalmente rápido. Fica difícil encontrar instalador melhor. Após decidir as partições que serão utilizadas pelo sistema, ele já dá início ao processo de transferência dos arquivos do sistema para o disco em segundo plano. Enquanto o usuário termina o processo de instalação respondendo à perguntas como nome das contas, hora, local etc, seu sistema já está sendo instalado. Quando você termina de responder a elas, o processo todo já está quase no fim, dando ao usuário a sensação de que a instalação "passou voando".


Contudo, ainda sinto a falta de algumas funcionalidades, como a possibilidade de escolher um mirror (repositório que "espelha" o conteúdo de um repositório principal) local para baixar as atualizações, que podem ser aplicadas durante a instalação, caso o usuário opte por essa opção. Apesar de ser possível aplicar as atualizações logo depois que a instalação já tiver sido concluída, já passei pela situação de escolher essa opção e ver meu tempo de instalação ser acrescido de longos minutos por conta de lentidão no repositório principal.


Outro pequeno problema que ocorreu durante nossos testes foi a impossibilidade de redimensionar a janela do instalador ao tentar utilizá-lo em um Asus EEE PC 700, de primeira geração. Dessa forma, os botões não couberam dentro das diminutas dimensões da tela de 7 polegadas do EEE. É verdade que este modelo específico tem uma resolução de tela pouco ortodoxa, mas esse problema poderia ser facilmente resolvido se a tal janela pudesse ser redimensionada.


Aplicativos


Outro ponto que chama a atenção é que o sistema vem por padrão com o BrOffice instalado, caso você escolha o idioma português do Brasil durante a instalação, ao invés do OpenOffice.org. Apesar de não haver diferenças nas instalações padrão de ambos, é uma pena que essa novidade não tenha chegado antes, pois agora o BrOffice.org decidiu mudar seu nome para LibreOffice e acompanhar a mudança que foi feita no projeto original, motivada por uma migração maciça de desenvolvedores e usuários do OpenOffice, para seu fork (esse sim) comunitário, o LibreOffice. Seria uma oportunidade do público brasileiro conhecer melhor o projeto de internacionalização do programa para o idioma nacional. Apesar de entender os motivos, pessoalmente, acho que está foi uma decisão precipitada do projeto, uma vez que o nome BrOffice já estava bem estabelecido e trazia uma grande vantagem para os usuários brasileiros: uma migração transparente do OpenOffice para o LibreOffice. Mas isso já é outra história.


Outra mudança perceptível é a substituição do Rhythmbox pelo Banshee. Há algum tempo atrás, ambos tinham uma apresentação muito semelhante, talvez pelo fato dos dois pertencerem ao Gnome. Qual não foi minha surpresa ao me depara com um Banshee com muitas mudanças. A interface, apesar de bastante parecida com o Rhythmbox, está bem mais "clean" e próxima do príncípio KISS (keep it simple, stupid, ou mantenha simples, idiota) que norteia o desenvolvimento do Gnome. Há integração com o serviço LastFM.com que automaticamente sugere músicas e artistas semelhantes aqueles que estão sendo tocados pelo player. Um botão semelhante ao do LastFM te leva para verbete correspondente ao artista da vez na Wikipédia e para minha alegria o Banshee importou o feed de todos podcasts que eu já tinha no Rhytmbox.


Algo que parece ter pesado na escolha do Banshee foi o recém criado plugin para a loja de músicas em MP3 da Amazon (que infelizmente não está disponível no Brasil). Durante o estágio de desenvolvimento pensou-se inclusive em desabilitar o plugin por padrão, para diminuir a concorrência com o Ubuntu One, a loja de músicas do Ubuntu. Apesar disso, ambas estão lá, disponíveis para que o usuário faça as suas escolhas livremente. Nada como um pouco de competição! Não foi possível testar nenhuma das duas, mas a Ubuntu One leva alguma vantagem por vender arquivos sem DRM (digital rights management ou controle de direitos digitais, uma tecnologia que impede cópias e compartilhamento dos arquivos) ao contrário do que faz a Amazon. O sucesso do plugin da Amazon, pode vir a gerar uma boa renda para a Fundação Gnome, que receberá um pequeno repasse a cada compra efetuada através da ferramenta.


No 11.04, houve a extinção da versão Netbook Remix, que deixou de fazer sentido, uma vez que tanto a versão para netbooks quanto a versão desktop trariam a mesma interface. Sendo assim, o Cheese, que era padrão do UNR, deixou de ser instalado. Seria interessante que o instalador reconhecesse a presença de um dispositivo, como uma webcam, por exemplo, e ao menos se oferecesse para instalar um programa que fizesse uso dela. Outro pacote muito útil no caso de dispositivos móveis é o gpointing-devices, que nunca veio instalado por padrão nem na versão URN, mas que permite configurar dispositivos touchpad, presentes na maioria dos laptops e netbooks.


Uma situação parecida ocorre com a instalação do Flash plugin que poderia acontecer como a dos codecs: ao tentar acessar algum conteúdo em flash na web, o sistema alertaria sobre a necessário de instalar o plugin antes que o usuário leigo tentasse baixar a versão para Windows de algum site do tipo "baixaqui". Dessa forma ele estaria não só facilitando a vida dos usuários, como também ensinando a maneira como as coisas funcionam em sistemas livres.


Além disso o sistema vem com o OpenJDK - a versão livre da máquina virtual java - instalado. Ele dá conta da maioria das aplicações e melhorou muito nos últimos tempos. A dificuldade só irá surgir caso tente-se executar algum aplicativo incompatível com ele e que exija a instalação do Java da Oracle. Por estar acessível pelo repositório "partners" e por este vir desabilitado por padrão, fica difícil ao iniciante imaginar qual o procedimento padrão antes de buscar a resposta em algum fórum ou canal IRC.


Central de Programas do Ubuntu


Unity


Muitas pessoas (inclusive este que vos escreve) estavam céticos em relação ao Unity. Quem utilizou a versão presente no Maverick Meerkat sabe que o programa apresentava muita instabilidade. No entanto, depois de seis meses de desenvolvimento e muitas mudanças mais tarde, é preciso dar o braço a torcer e dizer que os desenvolvedores fizeram modificações impressionantes para o espaço de tempo que tiveram.


Para começar, é preciso dizer que o Unity foi reescrito do zero ("from scratch", como costuma-se dizer em inglês). Além disso a biblioteca padrão mudou do Mutter para o Compiz. Apesar disso é possível dizer que o Unity e o Gnome-shell são bastante parecidos e compartilham do mesmo conceito: uma mesma interface utilizável tanto em ambientes desktops quanto nas reduzidas telas dos dispositivos móveis, com ícones grandes e uma barra lateral ao estilo dock.


Barra lateral


Logo de cara, a barra lateral à esquerda da tela é o item que mais chama a atenção. Ela traz atalhos para as aplicações mais utilizada ao mesmo tempo que exibe os ícones de todos os aplicativos abertos. Atalhos para outros aplicativos podem ser incluídos de maneira simples ao arrastar um ícone do Dash para a barra, ou ao clicar com o botão direito do mouse sobre o ícone e escolher a opção Manter no lançador quando este já estiver rodando. Mais para o final da barra, estão os ícones, da Lixeira, Aplicativos e Locais. Quando os ícones não mais cabem no espaço vertical da tela, eles se dobram e retornam a sua posição natural com um "passar de mouse" sobre a barra.


Dash


O botão com o símbolo do Ubuntu, no canto superior esquerdo da tela, agora dá acesso ao Dash, o gerenciador de aplicativos do Unity. Com isso, a mudança dos botões de minimizar, maximizar e fechar para o lado esquerdo da tela, tão criticada na versão Lucid Lynx, passou a fazer muito mais sentido: é melhor ter os botões de controle da janela próximos ao botão que dá acesso aos aplicativos do que cruzar a tela em busca deles.


Dash


Ao clicar no símbolo do Ubuntu, uma janela exibe ícones que te levam para a seção de Aplicativos de mídia, Internet, Mais aplicativos e Pesquisa. Na fileira de baixo há atalhos para Firefox, Shotwell, Evolution e Banshee. Um campo de busca está sempre ativo para que você possa executar o programa a partir do teclado, como fazia antes através da combinação [Alt]+[F2] (Gnome-launcher) ou simplesmente para refinar a busca.


Neste quesito o Unity demonstra alguma funcionalidade extra em relação ao Gnome-shell, pois o Dash mostra sempre os aplicativos mais utilizados, e outras opções semelhantes que podem ser baixadas através da Central de Programas do Ubuntu. É muito útil que o sistema mostre logo de cara os programas que mais uso para determinada busca, pois isso economiza tempo na maior parte das vezes. Também é muito interessante que ele me sugira um determinado programa para uma tarefa para a qual eu talvez não tenha uma ferramenta instalada ou ainda outras ferramentas que me auxiliem na execução desta. No entanto, há momentos em que fica-se desejando que fosse possível desligar a tal opção.


Painel


Outra característica que chama a atenção é o fato do Gnome-panel ter sido substituido por um painel semelhante ao Finder do Mac OS, mas que diferente deste, exibe o menu apenas quando o mouse é levado até ele. Essa última característica às vezes é boa e às vezes é ruim. É boa porque o painel torna-se mais informativo e ruim porque em alguns momentos é fácil esquecer-se que o menu do programa encontra-se no topo da tela; em outras, até mesmo que existe algum menu. Mais uma vez, seria interessante se esse comportamente pudesse ser alterado, passando a exibir o menu do programa ativo o tempo todo e não apenas quando se leva o mouse até ele, de acordo com o gosto de quem usa.


O painel funciona bem, mas até que você se acostume a ir em sua direção para encontrar suas opções de menus, pode ser que isso leve algum tempo. No entanto, não há como negar que as aplicações ficam mais bonitas com o recurso. Além disso, o ganho extra de espaço, principalmente em netbooks e laptops é bastante bem vindo. Algumas aplicações como o BrOffice, não apresentam os menus no painel. De certo alguma dificuldade de integrá-los ao programa, justamente por estes utilizarem bibliotecas gráficas próprias e não aquelas que são padrão no Gnome. O que mais incomoda no painel é de longe não poder utilizar os applets do painel do Gnome com os quais você estava acostumado.


Gerenciamento de áreas de trabalho


Ao se clicar no ícone do Alternador de espaços de trabalho, o Unity revela suas 4 áreas de trabalho. O recurso mais interessante é poder arrastar as janelas de um espaço para o outro, organizando de forma rápida a disposição de seus aplicativos. Mas se você gostava de ter seu cubo rodando com o compiz, esqueça! Não é possível utilizar ambos os efeitos ativados ao mesmo tempo (pelo menos não até agora). E se além disso, você sempre achou que ter apenas quatro áreas de trabalho era algo que te atrapalhava o seu rendimento; ai sim podemos dizer que o Unity não é para você, pois ao contrário do Gnome-shell, que gerencia diversas áreas de trabalho de forma natural, no Unity há hoje a possibilidade de possuir apenas quatro. Nenhuma a mais ou a menos.


Área de Trabalho Unity


Mas nem tudo são flores. Apesar de ser capaz de rodar na maioria dos hardwares existentes hoje em dia, o Unity necessita de alguma aceleração 3D. Isso não significa que você irá precisar de uma placa de vídeo dedicada para essa tarefa, pois boa parte das placas on-board vendidas já há alguns anos no mercado oferecem a aceleração necessária. Contudo, para esses casos a Canonical desenvolveu uma versão 2D do Unity que utiliza bibliotecas em Qt (as mesmas utilizadas pelo KDE). Mas inexplicavelmente, a interface não é instalada por padrão em hardwares incompatíveis com o Unity 3D. Uma falha que esperamos ver corrigida nas próximas versões.


Outro pequeno erro encontrado é que o campo de pesquisa do Dash não aceita acentos, tornando mais complicado encontrar algum aplicativo, arquivo ou pasta que esteja acentuado. Apesar de alguns pequenos bugs, o sistema encontra-se plenamente utilizável. Bem diferente da situação que ocorreu em sua estréia. Considerando-se que está é uma versão intermediária do Ubuntu, há ainda um tempo considerável para que as eventuais arestas do Unity sejam aparadas pelos desenvolvedores até o próxima versão LTS (long term support) prevista para abril de 2012.


Conclusão


Quem teve seu primeiro contato com o software livre em meados dos anos 2000, lembra-se da surpresa que era deparar-se com um desktop GNU/Linux que estivesse executando o Compiz. Todos aqueles efeitos, cubos, chamas e animações deixavam qualquer um impressionado com o que viam. Mas além do deslumbramento, o Compiz trazia também ferramentas que proporcionavam um maior aumento de produtividade; ou alguém é capaz de discordar que ter a possibilidade de trabalhar com diversas áreas de trabalho abertas ao mesmo tempo é algo que torna nossa interação com a máquina muito mais produtiva?


Até mesmo Mac OS e Windows copiaram as inovações do Compiz, que trouxe o universo da aceleração gráfica 3D, utilizado quase que exclusivamente em jogos, para o ambiente desktop, tirando assim maior proveito do hardware disponível. O conceito foi, mais tarde, exaustivamente copiado e ampliado. Prova disso são os diversos programas que fazem uso de abas, como o Firefox, Google Chrome, Nautilus etc. Abas nada mais são do que diversas áreas de trabalho em um mesmo aplicativo.


E se a alguns anos atrás o ambiente Linux era diferente de qualquer outro sistema, por conta de seu vanguardismo, hoje é possível dizer que todos os sistemas operacionais existentes possuem uma aparência muito próxima. Por um lado, isso facilita a migração de usuários de um sistema para outro, mas ao mesmo tempo nivela a experiência do usuário por baixo.


Com as mudanças que estão a caminho, o software livre retoma a dianteira da inovação e tenta, por suas próprias pernas, redefinir os paradigmas da interação homem-máquina em sistemas operacionais modernos. Se esse pioneirismo será benéfico ou não à expansão de sua própria base de usuários, é difícil dizer com precisão, mas prefiro ver o software livre se reinventar, mesmo que isso cause um tropeço ou outro pelo caminho, do que vê-lo sempre correndo atrás das inovações que outros trazem primeiro. O Ubuntu, como expoente máximo das distribuições GNU/Linux atuais, não quer para si o posto de lanterninha, mas a tarefa de iluminar os novos caminhos.



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