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Notícia
Jim Zemlin: Adobe Air e Linux vão pôr fim à dominância do Windows®Esta notícia foi visualizada 1574 vezes. Há alguns dias, a Adobe Systems anunciou uma versão para Linux da sua plataforma de desenvolvimento AIR durante o evento Adobe Engage, promovido pela empresa em São Francisco. Jim Zemlin, Diretor Executivo da Linux Foundation (a organização resultante da fusão dos Open Source Development Labs e do Free Standards Group), acredita que a combinação dessa plataforma com o Linux é revolucionária para o sistema do pingüim no desktop. Conforme noticiamos, a versão 1.0 do ambiente de execução (runtime) da plataforma AIR (Adobe Integrated Runtime) lançada atualmente apenas para Windows e Mac OS X, permite executar aplicativos complexos – as assim chamadas Rich Internet Applications (RIA), mesmo que a conexão com a rede esteja momentaneamente desligada. Utilizando a plataforma AIR, programadores podem desenvolver aplicativos multiplataforma em HTML/Ajax, Flex ou Flash. De acordo com Kevin Lynch, Chief Software Architect da Adobe, a Adobe AIR para Linux encontra-se atualmente em uma fase preliminar de desenvolvimento (leia-se: Alfa) e a empresa estaria procurando usuários de Linux para iniciar uma fase de testes (Beta). Jim Zemlin estava presente no anúncio de lançamento da plataforma e declarou estar empolgado com os planos da Adobe, chegando a profetizar em seu blog que a combinação das duas tecnologias (AIR + Linux) proclamaria o fim da hegemonia do Windows® no desktop. Segundo Zemlin – e também segundo Shantanu Narayen, atual presidente e diretor executivo da Adobe –, a base para essas afirmações seria a tendência atual de desenvolvimento de conteúdo para a Internet realizada pelos próprios usuários. Tanto para usuários quanto para empresas é crescente a demanda por conteúdo multimídia e por interfaces gráficas apropriadas para elas – especialmente que possam ser utilizadas independente da plataforma de hardware: de telefones, passando por Tablet PCs até equipamentos de uso específico para essa finalidade. Como exemplo prático dessa tendência, Zemlin cita o Chumby, uma mistura de rádio-relógio e computador, cujo funcionamento é baseado em tecnologia Flash e Linux. Diversos fabricantes de equipamentos móveis estão utilizando Linux e outras tecnologias de código aberto em seus projetos, e a fatia de mercado do Linux no mercado de dispositivos embarcados segundo as estatísticas mais recentes beira os 40%, com forte tendência de crescimento. Zemlin vê nisso um indicativo mais do que convincente em favor do Linux, descrevendo o sistema operacional como “tecnologia disruptiva” na escolha da plataforma de desenvolvimento. Ele escreve: “O que tem isso a ver com Linux? Plataformas como Adobe AIR, Google Widgets ou a Rich Client Platform do Eclipse, rodando em Linux, são forças disruptivas no mundo da computação”. Zemlin vê nessa combinação de tecnologias disruptivas o catalizador para a ascenção do Linux no desktop, citando em seu blog a resposta de Kevyn Lynch à questão sobre os motivos que levaram a Adobe a escolher o Linux como plataforma para a AIR: “Porque a combinação da AIR, enquanto plataforma de tecnologia aberta, com um sistema operacional aberto como o Linux, tem o potencial para ser disruptiva”. O desenvolvimento de aplicativos com essas tecnologias poria um ponto final no mito de que há mais programas feitos para Windows do que para Linux. E ele aposta nisso. Compartilhe
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