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Certificação LPI-1 3ª Edição
Infraestrutura de Redes
Samba: Windows e Linux em rede
Coleção Academy - Leve 3 pelo preco de 1
Que viagem longa e estranha até agora… e continua
Este ano é muito especial para mim. Foi há 40 anos, em 1969, quando eu era um estudante universitário, que eu programei meu primeiro computador.
Como eu não podia pagar pelos altos preços do software daquela época, entrei na Digital Equipment Corporation User's Society (DECUS) e fiz bom uso da biblioteca de software DECUS. Os softwares eram escritos por engenheiros, matemáticos, profissionais de finanças, cientistas e outros cujo trabalho exigia um computador. “Programadores profissionais” vieram depois.
Pouco depois disso, quando eu estava mais próximo de me formar, um professor me disse com seriedade: “Jon, você jamais conseguirá ganhar a vida escrevendo software”. Ainda estou tentando descobrir se ele estava correto.
Para os historiadores entre vocês, talvez vocês se lembrem de que Ken Thompson e Dennis Ritchie começaram a trabalhar num pequeno sistema operacional “só por diversão” que mais tarde foi conhecido como Unix, em 1969.
E finalmente em 1969, em Helsique, Finlândia, sem muito alarde, nasceu uma criança que um dia arquitetaria um kernel que iria sacudir o mundo da computação. Sim, Linus faz 40 anos este ano.
Foi há 32 anos que eu comecei a trabalhar na Bell Laboratories. Apesar de já ter trabalhado com vários tipos de sistemas diferentes, essa foi a primeira vez que eu encostei no Unix, e, embora não tenha sido um caso de amor à primeira vista, ele acabou tornando-se meu único amante.
O tempo passou e, em 1983, fui para a Digital Equipment Corporation para trabalhar na sua própria versão do Unix. Acabei conhecendo Linus, então em seus vinte e poucos, e vi o Linux pela primeira vez. Aí, sim, foi amor à primeira vista... E o sistema operacional também era muito bom.
Quando voltei daquele encontro com Linus, falei aos meus colegas que "o Linux era inevitável". A maioria riu na minha cara. Hoje, boa parte deles trabalha na Red Hat.
Então, nos últimos 15 anos, tenho viajado pelo mundo contando para quem quiser ouvir sobre o Software Livre e suas vantagens sobre o código fechado. Escrevo sobre isso e penso muito no assunto.
Eu procuro paralelos na vida que possam ser usados para ilustrar conceitos de Software Livre, e existem mais deles do que as pessoas esperam.
Como disse uma vez o Grateful Dead em sua música "Truckin", "Lately it occurs to me: What a long, strange trip it has been" (Ultimamente tem-me occorido: como essa viagem está longa e estranha").
Apesar de muitas pessoas ainda usarem software proprietário de código fechado, a mensagem do Software Livre está sendo melhor entendida por mais pessoas. Acredito que estejamos ganhando a massa crítica para oferecer bons empregos para qualquer um que escreva e contribua com o Software Livre.
Na terça-feira, 26 de maio, parti para uma conferência em Salvador, Bahia. Lá, assim como tenho feito em algumas conferências este ano e continuarei fazendo em mais outras, falei para jovens (e não-tão-jovens) sobre a história passada e a promessa futura do Software Livre.
Junte-se a mim nessa conversa. Vamos provar que meu professor estava errado.
Existe o velho ditado que diz que "o cliente tem sempre razão", e enquanto isso é verdade em 99,9% dos casos, eu passei por pelo menos uma situação em que o cliente estava errado...
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