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Matéria

Mobilidade programada — Programando aplicativos móveis com o SDK do Android no Eclipse

Publicado em 08/02/2009 às 12:56

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A evolução do IPS

Os sistemas de prevenção/proteção contra intrusão (IPS) não são mais os mesmos
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Por Oliver Frommel

Recentemente, publicamos o artigo Programe seu andróide, com o qual é possível aprender como desenvolver um primeiro aplicativo para o “celular do Google”. A partir de agora, vamos publicar uma série de artigos, em um formato que ilustrará passo-a-passo, como desenvolver programas para o Android, sendo que cada um dos artigos se ocupará apenas de uma parte do processo de criação de programas para a plataforma.

O “ruído” em torno do projeto do celular G1 só é comparável ao do seu arqui-rival, o iPhone, da Apple. É muito fácil desenvolver aplicativos para o telefone — desenvolvido como parte de uma parceria entre o Google e o fabricante de hardware taiwanês HTC —, usando o ambiente integrado de desenvolvimento Eclipse, conforme mostraremos a partir deste que será o primeiro de uma série de artigos na Linux Magazine Online.

O anúncio do Google a respeito do desenvolvimento de um telefone celular próprio foi acompanhado pelo típico “burburinho” que envolve todas as iniciativas lideradas pelo gigante de buscas, e que deveriam, assim, tornar-se disponíveis para o equipamento. Por conta disso, grande número de desenvolvedores passaram a utilizar a plataforma Android, que tem o Linux por fundamento e sobre o qual há um conjunto de bibliotecas desenvolvidas especificamente para a plataforma, como por exemplo uma versão reduzida da glibc.

Mas o Google não seria o Google se não “reinventasse a roda” algumas vezes no curso do desenvolvimento da plataforma Android. Assim, a camada de aplicação da plataforma dispõe de um ambiente de programação Java, mas não a máquina virtual de costume, desenvolvida pela Sun Microsystems. Da mesma forma que o Google desenvolveu o V8, um novo interpretador Javascript para o seu novo navegador de Internet — o Chrome —, a empresa preferiu inovar e desenvolver do zero um novo ambiente operacional para aplicativos escritos em Java, batizado com o nome Dalvik, que economiza memória, em comparação com a Java-VM original da Sun, o que seria mais adequado para dispositivos móveis.

A interface de programação da plataforma Android foi modificada diversas vezes desde o seu lançamento, mas isso não deve mais ocorrer, uma vez que já há um equipamento em operação no mercado. Além da plataforma de software, o Google fornece também uma extensão para o Eclipse, com o intuito de facilitar o trabalho dos desenvolvedores de aplicativos para o Android.

O plug-in para o Eclipse

Baixe a última versão do Eclipse para o seu sistema operacional (a “Classic” 3.4.1, no momento da escrita deste artigo) aqui, copie o arquivo baixado para o diretório de sua preferência e o desempacote. Se ainda não o fez, abra um terminal, entre no diretório eclipse, automaticamente criado no processo de descompactação do arquivo do Eclipse, e chame o programa pela linha de comando, digitando ./eclipse. Feche a tela de saudação do programa e a área de trabalho aparece, dividida em diversos painéis. Algumas distribuições Linux também já contém o Eclipse em seus repositórios, de modo que o programa pode ser instalado diretamente de lá. Certifique-se apenas de que se trata da versão 3.3 ou 3.4.

A extensão do Android para o Eclipse pode ser facilmente instalada, bastando para isso entrar no menu Help | Software Updates e chamar o gerenciador de atualizações. Na área à direita da janela, clique em Add Site e forneça a seguinte URL na caixa de diálogo que aparecer: https://dl-ssl.google.com/android/eclipse/. Durante nossos testes, essa URL parou de funcionar por algum tempo. Uma alternativa se isso acontecer é fornecer no lugar dela o seguinte endereço na Internet: http://dl-ssl.google.com/android/eclipse/site.xml. Se o endereço fornecido aparecer na lista de sites de extensões, basta selecionar os plug-ins disponíveis sob o endereço — neste caso, as ferramentas de desenvolvimento. Um clique sobre o botão Install, na parte de cima à esquerda, instala a extensão, após o aceite da licença de uso. Recomenda-se reiniciar o Eclipse ao final do processo de instalação.

O ambiente Android

O kit de desenvolvimento completo para o Android — o famoso “SDK” — pode ser encontrado em http://code.google.com/android. Para baixá-lo, clique em Download the SDK.

Antes do download propriamente dito, aparecem as condições para o uso do SDK, cuja leitura é recomendada. Após baixar o arquivo do tipo ZIP, abra um terminal e descompacte-o usando simplesmente o unzip (ou, se preferir, algum dos aplicativos gráficos para essa finalidade, como o file-roller ou o kpackage). Antes de poder programar o seu primeiro aplicativo para o Android, é necessário dizer ao Eclipse onde encontrar o SDK. Para fazer isso, entre no menu Window | Preferences, onde uma entrada indicada por Android poderá ser encontrada. Um clique sobre o botão Browse abre uma caixa de diálogo de seleção de arquivos, por meio da qual deve-se indicar qual é o diretório em que o SDK se encontra.

Ambiente Eclipse
Ambiente Eclipse, configurado para a programação de aplicativos para o Android

Agora basta clicar em File | New | Project ou no ícone correspondente na barra de ferramentas da janela do Eclipse. Na lista de tipos de projeto que aparece, escolha Android, preenchendo na caixa de diálogo que se abre os campos de nome, nome das classes e a activity (um outro nome para um aplicativo Android). Com isso, o Eclipse cria a estrutura para o aplicativo a ser desenvolvido. Um clique sobre o botão com um ícone verde ou no menu Run correspondente, inicia o programa no emulador de hardware que vem com o SDK. Se houver um celular equipado com o Android conectado ao seu sistema, o Eclipse também pode executar o aplicativo diretamente no hardware.

Com isso, encerramos uma primeira etapa para começar a programar para o Android. No próximo artigo vamos começar a desenvolver um aplicativo simples com o nosso recém-instalado SDK. Esse aplicativo deverá evoluir no curso dessa série de artigos, tornando-se ao final um rastreador GPS.

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